Sempre que são publicadas
sondagens políticas, sobretudo quando isso acontece próximo de um acto
eleitoral, os partidos ou coligações que apresentam resultados menos simpáticos
têm tendência a menosprezar os estudos de opinião. Há excepções, como acontece,
por exemplo com o BE que assume a importância das sondagens, mas outos partidos
tendem a repetir a frase “sondagens valem o que valem”. Nunca explicam é qual o
valor que lhes atribuem.

A publicação de uma
sondagem do JM – o DIÁRIO vai apresentar outro estudo de opinião na quinta-feira –
cumpriu a ‘regra’ das reacções dos partidos, algumas sem qualquer base
matemática que as sustentem.

Na sondagem feita pela
Intercampus, com um universo de mais de 800 inquiridos, a distribuição de
mandatos daria 24 ao PSD, 10 ao PS, 6 ao JPP e 3 ao Chega. CDS, IL, PCP e PAN
elegeriam um deputado cada e os restantes partidos e coligações concorrentes
não conseguiriam representação parlamentar.

Como sempre, nos
comentários nas páginas online dos jornais e nas redes sociais, multiplicam-se
opiniões de pessoas que desvalorizam as sondagens e recorrem ao ‘chavão’
habitual de que são “marteladas”, afirmando que os resultados seriam
manipulados.