A interrogação pode parecer despropositada, mas é exactamente por isso que se impõe: dar alguma coisa por garantido poderá ser o primeiro passo para a perder. Daí a necessidade - que devia ser constante na vida política madeirense e entre os seus intervenientes directos - de questionar, tanto as conquistas alcançadas em prol do nosso Bem Comum, como ainda mais aquilo que as possa colocar em risco. Para que o sinal que irradiam não se extinga (mas também para que a luz não cegue), assim como para que aqueles que dela usufruem (e devem ser todos, porque a Autonomia não tem donos) e que vivem hoje (de certeza a maior parte) como se calhar os seus pais e avós nunca sonharam, as saibam merecer, preservar e, acima de tudo, afirmar e desenvolver.