O investigador madeirense João Canning Clode foi reeleito para um novo
mandato de três anos como presidente do Grupo de Trabalho sobre Introdução e
Transferência de Organismos Marinhos (WGITMO), do International Council for the
Exploration of the Sea (ICES).
"A decisão foi tomada por unanimidade durante a
reunião anual do grupo, que decorreu na semana passada em Washington, D.C.,
EUA, consolidando a sua liderança neste organismo internacional", revela nota à imprensa.
Adianta ainda que "o WGITMO é um grupo que reúne peritos de todo o mundo para estudar a
introdução e transferência de organismos marinhos, com particular foco nas espécies aquáticas
invasoras e no seu impacto nos ecossistemas oceânicos." Acrescenta ainda que "desempenha um papel
essencial na monitorização e avaliação de espécies invasoras,
promovendo a detecção precoce, a análise da dinâmica populacional, os seus impactos ecológicos e o desenvolvimento de estratégias de mitigação". Diz também que, "anualmente, os especialistas registam novas invasões na área geográfica do ICES
e aconselham medidas de gestão para minimizar os riscos ambientais e económicos associados".
Carreira dedicada à investigação marinha:
João Canning Clode é investigador
principal da Agência Regional para o
Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação – ARDITI, é o fundador e
Director do MARE-Madeira e tem dedicado a sua carreira ao estudo dos
ecossistemas marinhos. Doutorado em Oceanografia Biológica e Ciências Marinhas pelo GEOMAR Helmholtz Centre for Ocean
Research Kiel, na Alemanha, realizou um pós-doutoramento no Smithsonian Environmental Research Center (SERC), nos
EUA, e no Smithsonian Tropical Research Institute (STRI), no Panamá.
Ao longo dos anos, tem-se afirmado como uma referência
internacional na sua área, figurando, em 2023, no top 2% dos cientistas mais
citados a nível mundial. Com cerca de 120 artigos publicados em revistas científicas
de prestígio e a liderança de projectos de investigação que ultrapassam os 5 milhões de euros em
financiamento, o seu trabalho tem tido um impacto significativo no avanço do
conhecimento sobre os ecossistemas marinhos. Enquanto Diretor do MARE-Madeira,
unidade de investigação da ARDITI, gere uma equipa multidisciplinar composta
por cerca de 40 investigadores, incluindo investigadores de carreira, pós-doutorandos, doutorandos, técnicos, gestores de ciência, comunicação e estagiários.
"A
renovação do seu mandato reforça a posição da Região Autónoma
da Madeira e de Portugal na investigação científica marinha a nível
global, consolidando a sua influência na gestão sustentável dos oceanos e na
preservação da biodiversidade marinha", conclui.

