O deputado do Chega, eleito pelo círculo eleitoral da Madeira para a Assembleia da República, Francisco Gomes, considera que "os
resultados das eleições legislativas alemãs reforçam a viragem política" que, a
seu ver, "está em curso na Europa e noutras partes do mundo, conduzindo" ao que
diz ser "um crescimento generalizado dos partidos da direita".
Numa nota de imprensa, o madeirense lembra que "segundo os últimos
dados disponíveis, a União Democrata-Cristã (CDU) venceu o ato eleitoral na
Alemanha com cerca 29% dos votos, ao passo que a Alternativa para a Alemanha
(AfD) alcançou cerca de 20%, duplicando o resultado das últimas eleições. Ao
todo, quase 60 milhões de alemães foram chamados às urnas para eleger os
deputados do Bundestag, a participação mais alta desde a reunificação do país,
em 1990".
Francisco Gomes realça a AfD, considerado de extrema-direita, que "acabou com o
bipartidarismo alemão, tal como o CHEGA fez em Portugal". E acrescenta: "O futuro governo
alemão terá de assumir muitas das suas políticas e isso deve-se ao mérito da
AfD, mas também à incapacidade dos partidos tradicionais de travar a destruição
do tecido cultural, a recessão e imigração descontrolada."
O deputado frisa ainda que "as eleições alemãs foram
antecipadas após o colapso da coligação liderada pelo Partido Social-Democrata
(SPD), que governava com os Verdes e o FPD. A crise foi desencadeada pela falta
de acordo sobre a reforma do 'travão da dívida', uma medida que pretendia
flexibilizar os limites de endividamento do Estado".
Francisco Gomes interpreta "a nova distribuição partidária da câmara baixa alemã como parte de uma
tendência mais ampla" que, em seu entender, "também será sentida noutros países
europeus, nos próximos actos eleitorais".
E termina, lembrando que "já vimos uma
viragem à direita na Hungria, Polónia, Itália, Alemanha e Eslováquia, depois do
Chile, Argentina e Estados Unidos terem optado por esse caminho. Acredito que o
mesmo acontecerá no Reino Unido, França, Espanha e Portugal, pois os cidadãos
estão fartos de governos que promovem insegurança económica, desordem social e a
imigração descontrolada, procurando partidos de direita para restaurar a prosperidade
e os valores culturais", conclui.
