A CDU esteve fora do Parlamento Regional nos últimos meses,
e “fez falta, fez muita falta”. É a conclusão do secretário-geral do PCP, Paulo
Raimundo, que esteve, ao final da tarde desta quinta-feira, na sessão pública
de apresentação dos candidatos às Eleições Regionais de 23 de Março, no auditório
do Sindicato da Hotelaria da Madeira.

Longe do Parlamento, mas, ainda assim: “Estamos no sítio de
onde nunca saímos, ao serviço da Região e do País”. Paulo Raimundo tem a
certeza de que há uma boa notícia que vai sair das próximas eleições, que é a eleição
de deputados da CDU. “Vocês fazem muita falta”, dizia o líder comunista aos
candidatos presentes na sessão desta tarde, uma lista encabeçada por Edgar
Silva.

A candidatura da CDU é “uma candidatura ao serviço do povo,
e apenas ao serviço do povo, com trabalho, honestidade e competência, valores
que são marcas distintivas da CDU, e que têm de regressar à Assembleia a bem da
democracia”, vinca o líder nacional. Foi deixado uma pelo ao voto, mas com a
certeza de um regresso, porque “as populações sabem que esteve ao seu lado em
todos os momentos, sabem que a CDU é a força que nunca desertou, nunca
abandonou nenhuma justa luta, seja ela a maior, seja ela a mais pequena”.

E as lutas são muitas, segundo Paulo Raimundo, que falou da
falta de habitação, da falta de saneamento básico, de transportes públicos, de
caminhos nas zonas altas, de salários dignos, de estabilidade, de justiça e de
igualdade. “Falta tanto para a maioria, mas o que nunca falta é a promiscuidade
entre aqueles que detêm cargos públicos e o grande capital”, considera.

Há responsáveis, há cúmplices e há quem seja beneficiado.
PSD e CDS têm responsabilidade acrescidas, mas não permitiremos que quem lhes
deu a mão – PAN, IL e CHEGA – se esconda agora. Assim como não esquecemos o
papel dos que se apresentam como diferentes, mas que na prática mostram sintonia
com as opções de fundo do Governo Regional.
— Paulo Raimundo

Paulo Raimundo lamenta que questões importantes, como os
direitos dos trabalhadores, tenham ficado à porta de uma Assembleia “que passou
meses a discutir o acessório, uma Assembleia transformada numa feira de
vaidades, num espaço de confronto e disputas em torno de interesses pessoais”.
Aliás, “os madeirenses sabem com o que podem contar por parte do PSD, do CDS,
do Chega, da IL e outros, que vivem de aparências e da propaganda”.

O secretário-geral do PCP acredita que “o guião já está
traçado”, para a campanha que aí vem. “Uns vão fazer-se de vítimas e usar todos
os meios que têm para fazer chantagem, outros vêm com as promessas eleitorais e
propôr cenários que só existem na cabeça deles próprios, outros vão gritar ainda
mais alto para resolver os problemas que têm dentro de sua casa”, elucida.

Fica, então, o apelo de Paulo Raimundo: “Há aqueles que
acham que isto está tudo decidido, e que vai ficar tudo na mesma. Esses que
estão desiludidos com as suas opçãos de voto anteriores. A esses dizemos:
baralhem as contas. Façam, com o seu voto, a boa notícia das próximas eleições,
o regresso da CDU ao Parlamento.”