Está a decorrer esta quinta-feira, 20 de Fevereiro, uma greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores (SNMOT). Trata-se da maior manifestação do sector dos transportes públicos da Região Autónoma da Madeira, envolvendo dezenas de profissionais de empresas públicas e privadas do transportes colectivo de passageiros.

Em causa nesta greve de 24 horas está o apelo à redução da carga horária semanal de trabalho das 39 para as 35 horas e a rectificação das actualizações salariais para 2025, tendo como referência o aumento do salário mínimo regional na Madeira para o corrente ano, fixado em 915 euros.

O dia começou com uma arruada que teve início nas sedes das empresas em direcção à residência oficial do Presidente do Governo Regional, na Quinta Vigia.

Erguendo cartazes com a reivindicação de melhores salários e entoando 'Motoristas Unidos Jamais Serão Vencidos', os grevistas prometem ficar concentrados na Quinta Vigia até conseguirem chegar à fala com Miguel Albuquerque, o chefe do Executivo Madeirense, mesmo que tal demore todo o dia.

Ao DIÁRIO, o presidente do SNMOT, Manuel Oliveira, faz votos de que o Presidente do Governo Regional receba os profissionais, lembrando que foi enviado um pedido de audiência ao Presidente do Governo Regional, que "até à presente data não teve qualquer tipo de eco".

Recusando avançar com números relativos à adesão à greve, o sindicalista assegura que esta é "a maior greve registada no sector na Região", aproveitando para pedir desculpa aos utentes dos transportes colectivos de passageiros "por todos os incómodos causados".

Manuel Oliveira atenta para a responsabilidade dos profissionais dos transportes públicos: "Estes trabalhadores. com todo o respeito por quaisquer outros, trabalhadores transportam vidas. Estes trabalhadores levantam-se de madrugada e deitam-se às altas horas da noite para poderem laborar".

O sindicalista considera que "está mais do que na hora de os motoristas madeirense serem tratados de igual forma como são os seus concidadãos", referindo-se aos profissionais das empresas de transportes públicos do continente português.

O presidente do SNMOT critica ainda a posição do STRAMM - Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Atividades Metalúrgicas da Madeira que, afirmou, "fez sair num comunicado a desmobilizar a luta e, simultaneamente, limita-se a estar ausente da luta".

Como diz o povo, na sua imensa sabedoria, não bate a bota com a perdigota. Portanto, eu convido o STRAMM a definir se está, ou não está, com os trabalhadores.
— Manuel Oliveira

SNMOT (262 KB)