Na rubrica 'Final Feliz' da edição impressa desta sexta-feira, dia 14 de Fevereiro, damos-lhe a conhecer a história de Cláudia Santos, um testemunho de como as relações interpessoais podem fazer toda diferença nos momentos mais difíceis das nossas vidas. Afinal, hoje celebra-se o dia do amor e a amizade.
Quando a gente tem
pessoas que gostam realmente de nós, é muito mais fácil partilharmos a dor. O
amor cura tudo
Cláudia Santos tem 27 anos, é natural de Câmara
de Lobos e mãe de um menino de cinco, o Gustavo. Trabalha como empregada de
quartos, num hotel, no Funchal, onde constituiu um círculo próximo de amigos. Em Agosto de 2024, foi diagnosticada com um cancro da mama e soube que teria de realizar seis
ciclos de quimioterapia e cirurgia.
Na última terça-feira, terminou a primeira etapa desta batalha e um grupo de seus familiares e amigos juntou-se com uma faixa de apoio, na Praça Francisco Santana, junto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, para “partilhar um momento de esperança e amor”, no dia da sua
última sessão de quimioterapia. “Se estás feliz por ela buzina!”, apelavam aos condutores que por ali circulavam.
Cientes de que o código da estrada proíbe buzinar
em áreas próximas a hospitais, apostaram neste bem-intencionado acto de rebeldia, que arrancou sorrisos, lágrimas e cativou até a polícia.
Nós estávamos
apreensivos, porque tinha que ser uma coisa muito rápida, mas a reacção foi
muito bonita. Até houve um carro da polícia que passou e buzinou. Isso ainda
nos deixou mais emocionados. A polícia, as ambulâncias, os autocarros. Foi
fantástico!
Veja o vídeo:
Parte desta surpresa incluiu ainda um outro emotivo vídeo preparado pelo grupo para Cláudia Santos:
E porque o amor e a generosidade têm um efeito multiplicador, esta singela iniciativa serviu um duplo e nobre propósito:
Este momento pertence à Cláudia e a todas as pessoas que
lutam batalhas semelhantes. O mais importante é inspirar outros a apoiar quem
mais precisa, seja com um pequeno gesto ou com uma grande demonstração de
carinho

