De acordo com o CDS, as pescas enfrentam vários
problemas na Madeira, sendo que um dos maiores é a falta de activos e o
envelhecimento das tripulações.
O CDS entende que, "só com uma
valorização da profissão de pescador, através da formação e de melhores
rendimentos, poderá tornar este sector atractivo para os mais jovens. Daí a
necessidade de criar uma Escola de Pescas na Madeira e potenciar as mais valias
da fileira comercial dos produtos do mar".
Diz ainda que "a criação de melhores condições de
trabalho, higiene e segurança é outro objectivo, já que não podemos ter barcos
com 40 e 50 anos, sem as mínimas condições, como acontece com a frota do
peixe-espada-preto".
Refere também que "a renovação dos barcos de Câmara de
Lobos é absolutamente essencial à manutenção de um sextor que representa muito
para a economia daquele concelho e da Região, sendo um ex-libris do nosso
arquipélago".
No caso da pesca do atum, diz que "não
podemos ficar sujeitos às actuais quotas e temos de negociar maiores capturas,
até porque as artes praticadas pelos nossos pescadores são as tradicionais, não
sendo responsáveis pelas reduções dos stocks de pesca".
"Não se pode tratar de forma igual
aquilo que é desigual, isto é, ter as mesmas leis e normas para as regiões
Ultraperiféricas como as que são feitas para países do território continental
europeu, com frotas modernas e formas de pesca que dão cabo dos recursos
marinhos", acrescenta ainda.
Conclui que "a economia azul pode e deve crescer
na Madeira e no Porto Santo e a pesca é um dos seus pilares mais importantes".

