O Administrador do Santander Totta, Amílcar Lourenço, destacou, na cerimónia das 500 Maiores e Melhores Empresas da Madeira, o “grande orgulho” com que o banco se associa ao evento, sublinhando a sua posição de liderança no arquipélago. “Somos claramente, por muitos indicadores, o banco líder na Madeira, o banco em que as famílias mais confiam as suas poupanças e onde as empresas nos solicitam apoio para os seus investimentos”, afirmou.

No seu discurso, o gestor realçou o conhecimento profundo que o Santander tem do tecido empresarial madeirense, reforçando que “cada região e cada empresa é única, e a Madeira é isso mesmo”. Amílcar Lourenço apresentou depois um conjunto de indicadores que, no seu entender, demonstram a “robustez verdadeira” da economia regional.

Nos últimos três anos, a Madeira foi uma das regiões do País onde mais cresceu o número de empresas (13%) e o emprego (15%). As empresas madeirenses revelam, segundo disse, autonomia financeira superior à média nacional, capital próprio mais elevado e maior capacidade de investimento. O volume de negócios por trabalhador também cresce acima do País e a taxa de desemprego registou uma das maiores reduções a nível nacional. O turismo, “principal motor da economia”, mantém recordes e, mais importante, “é hoje o principal catalisador da transformação empresarial e da modernização digital”.

O responsável alertou, porém, para desafios significativos, desde a escassez de talento — “particularmente em tecnologia, engenharia e turismo qualificado” — ao aumento dos custos empresariais, às exigências da transição verde e à complexidade regulatória. Destacou ainda a rapidez da transição digital, reconhecendo que mesmo grandes empresas “não estão totalmente preparadas”.

Amílcar Lourenço acredita, contudo, que os próximos anos oferecem oportunidades relevantes, impulsionadas pelos fundos europeus e pela crescente capacidade exportadora da Madeira em sectores além do turismo. Considera também que o sector turístico regional atingiu um patamar de qualidade “muito acima do País”, com projectos que hoje nada têm que ver com os de há uma década.

O Administrador do Santander defendeu o reforço da produtividade através da automação e qualificação dos trabalhadores, lembrando que as empresas madeirenses beneficiam, actualmente, de “vantagens competitivas ímpares”, incluindo energia mais competitiva e uma reputação externa que considera exemplar. “Portugal é hoje reconhecido como um país que fez bem o seu trabalho e está preparado para desafios”, sublinhou.

Na parte final da intervenção, Amílcar Lourenço sintetizou o compromisso do Santander com as empresas: um banco sólido e rigoroso capaz de apoiar no ciclo bom e no menos bom; proximidade para compreender as necessidades de cada empresa; e a ambição permanente de melhorar. “O nosso sucesso é sempre o sucesso dos nossos clientes”, concluiu, agradecendo às empresas presentes e felicitando as premiadas.