A Associação de Desenvolvimento Comunitário do Funchal -
Garouta do Calhau mostrou esta quarta-feira, 3 de Dezembro, que trabalhar o
presente sempre a perspectivar o futuro.

Na cerimónia de inauguração da Casa Esperança, o presidente
da Garouta do Calhau, Ricardo Andrade Silva, revelou um novo projecto
estruturante para a instituição, a nascer na Quinta Olinda, de uma rede de
centros de dia especializados, adaptados a diferentes necessidades.

Segundo explicou, em declarações à comunicação social, o
plano inclui centros de dia especializados em diversas áreas, nomeadamente para
pessoas que sofreram AVC, cuidados especiais na área da saúde mental, assim respostas
semelhantes ao ‘Lugar de Vivências’, onde os utentes passam o dia e regressam
ao domicílio já com banho e jantar assegurados.

A nova rede incluirá também uma forte componente de apoio
domiciliário com o objectivo claro de retardar a institucionalização: “A regra
é simples: dar a cada um o que cada um precisa e não adaptar as pessoas a
respostas rígidas.”

A Garouta do Calhau acompanha actualmente 400 pessoas nos seus
seis centros comunitários. A nova resposta social na Casa Esperança tem já as
30 vagas para o centro de dia preenchidas, havendo ainda disponibilidade para 15
utentes no centro de noite, cujas inscrições continuam abertas.

Investimento social privado como complemento ao Estado

Ricardo Andrade Silva destacou ainda que a Garouta do Calhau
defende um novo paradigma de financiamento: “Chegou a altura de deixarmos de
exigir que seja o Governo ou a Segurança Social a pagar tudo. Quando a
sociedade está organizada, consegue fazer mais, melhor, mais barato e mais
humano do que o Estado.”

O dirigente acredita que o modelo será decisivo para avançar
com a Quinta Olinda: “Vamos pôr a sociedade a funcionar. Pelo menos para o
arranque das obras, acredito que vamos conseguir.”