“O que eu
peço [no sapatinho] é que isto continue como está, porque está a correr muito
bem”. Foi desta forma que o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque,
respondeu ao desafio do jornalista da Antena 1 sobre a prenda que gostaria de
receber neste Natal.

Esta manhã,
no Palácio de São Lourenço, à entrada para a sessão de apresentação de cumprimentos
de Natal ao Representante da República, o chefe do executivo, que estava
acompanhado de todos os secretários regionais, partilhou os seus desejos para o
próximo ano: “Que a Madeira continue a crescer economicamente, termos um
governo estável e termos a capacidade de entender aquilo que é importante - o
investimento e a confiança instalados no mercado, garantirmos emprego, melhores
salários, melhor rendimento para as famílias e termos os serviços sociais
(saúde e educação) com capacidade de resposta”.

Albuquerque
admitiu que a Madeira tem um conjunto de desafios pela frente, destacando a
manutenção do estatuto das regiões ultraperiféricas e do nível de ajudas específicas
através do Fundo de Coesão e do POSEI, isto num contexto em que as prioridades
das instituições comunitárias estão agora mais direccionadas para a defesa, a
segurança e a reindustrialização da União Europeia. "Se bem que a
segurança e a defesa sejam importantes, é preciso não esquecer que os mais de 6
milhões de cidadãos comunitários que vivem nas regiões ultraperiféricas têm que
se atendidos e estas regiões são fundamentais para a projecção internacional da
UE e garantem a sua presença física no Atlântico, nas Caraíbas, na América do
Sul e no Índico”, lembrou o governante, que, ainda assim, está optimista, depois
de ter mantido “boas reuniões” com o vice-presidente da Comissão Europeia e com
o Parlamento Europeu.

Em jeito de
balanço de 2025, Albuquerque disse que “o ano foi extraordinário para a Madeira”,
já que “todos os indicadores económicos são excepcionais”. E fez o resumo da
situação: “Atingimos a maior riqueza de sempre na Madeira. O ano termina com
cerca de 8.040 milhões de euros de PIB. A perspectiva para o próximo ano é de
8.460 milhões de euros. Estamos com crescimento económico acima da média
nacional. A dívida pública é inferior em percentagem do PIB à nacional e à
europeia. Estamos também com uma grande mudança de devolução do rendimento às
famílias e às empresas. Só neste Orçamento vamos fazer uma devolução de mais
222 milhões de euros às famílias, aos trabalhadores e às empresas, através da
redução fiscal. E temos uma perspectiva neste momento de continuarmos a atrair
investimentos e no actual quadro comunitário continuarmos a fazer investimentos
públicos”.