A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) afirma, através de comunicado, que alertou de forma "sistemática e insistente" para os perigos de uma introdução impreparada da nova plataforma de harmonização de procedimentos aduaneiros, conhecida por SiMTeM, e afiança que o 'caos' provocado pela mesma prejudica "a vital prestação de serviço público para as regiões autónomas, ainda para mais numa quadra que se pretendia de harmonia e coesão".

O comunicado da associação vai ao encontro das preocupações que já tinham sido demonstradas, hoje, pelo secretário regional da Economia, que já pediu intervenção do Governo da República para permitir o abastecimento das Regiões Autónomas, através do porto de Leixões.

A APAT afirma ainda que "esta grave situação representa igualmente um grave prejuízo para as empresas Transitárias Nacionais – algo que a APAT não pode tolerar".

Segundo explica, neste momento, o porto de Leixões não pode receber contentores para embarque, uma vez que a capacidade disponível se encontra lotada devido à quantidade de contentores que se encontram em espera no terminal.

'Caos’ é a palavra que os agentes encontram – e repetem – para descrever uma situação que poderia, facilmente, ter sido evitada e que penaliza gravemente a economia nacional, as suas exportações e importações, agravando-se pela circunstância de estarmos a falar do maior porto marítimo do Norte do país.
— APAT