A Câmara Municipal de Santa Cruz rejeitou esta sexta-feira as acusações da Coligação Mais Santa Cruz (PSD) sobre a aquisição de um veículo histórico para os Bombeiros Sapadores, esclarecendo que a verba de 44.275 euros não foi retirada da Taxa Municipal de Protecção Civil.

Em comunicado, a autarquia classifica as declarações do PSD como "delirantes", afirmando que "o referido veículo não foi comprado com dinheiro da referida taxa, dado que a autarquia, felizmente, e graças à recuperação financeira, tem outras fontes de receita".

A Câmara considerou ainda "esquizofrénico" que o partido responsável por deixar "uma dívida de milhões aos santa-cruzenses" venha agora tratar como esbanjamento um investimento destinado a "recuperar um pouco da história dos nossos bombeiros".

O município justificou a aquisição, explicando que os carros históricos existem em muitas corporações de bombeiros da Madeira e do país, "porque é importante o futuro, mas é igualmente importante a grandiosidade dos percursos que se fazem de memória e história".

A autarquia liderada por Élia Ascensão, do JPP, lançou uma contra-acusação ao PSD, revelando que "existiam duas viaturas históricas no quartel que desapareceram misteriosamente antes da gestão do JPP", exigindo explicações sobre o paradeiro das mesmas.

A Câmara traçou um retrato negativo da gestão anterior, afirmando que o PSD deixou "um quartel de bombeiros onde chovia dentro, tinha falta de meios humanos e técnicos e estava num completo estado de abandono".

Em contraste, o município destacou os investimentos realizados desde 2013, incluindo "um renovado quartel com tecnologia de ponta, com novos carros e outros dispositivos, com renovação de quadros e com uma estrutura profissional de comando", garantindo que os Bombeiros Sapadores "são hoje um orgulho e uma garantia para todos os santa-cruzenses".