A Camacha levantou-se bem cedo esta segunda-feira para
acolher a primeira Missa do Parto, celebrada na Igreja Paroquial da Camacha, tradição
profundamente enraizada na freguesia e que marca o início das celebrações que
se estendem pelas semanas que antecedem o Natal. Ainda antes do nascer do sol,
os fiéis preencheram a igreja, entre cânticos do coro e aromas de cacau quente,
canja e carne de vinho d’alhos que se espalhavam pelo adro, criando uma
atmosfera de devoção e convívio.

Em declarações ao DIÁRIO, o padre Óscar Andrade destacou a
importância da tradição. “A primeira Missa do Parto representa o início de uma
caminhada que recorda os nove meses da gravidez de Maria. Muitos emigrantes
regressam para reviver estas tradições, reencontrar familiares e amigos, reforçando
laços e identidade comunitária.”

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À porta da igreja, a barraquinha da Casa de Chá da Camacha
completava a experiência, com canja, sandes de carne de vinho d’alhos e a
famosa poncha, preparada de forma fidedigna com água ardente pelo “mestre da
poncha”, o Sr. Abel, em contraste com as versões mais económicas vendidas na
cidade do Funchal.

Mesmo sendo uma segunda-feira, dia útil, a participação da
comunidade foi expressiva, demonstrando que a tradição camacheira permanece
viva, unindo fé, cultura e convívio.

Esta manhã marcou o arranque das celebrações natalícias na
freguesia e mantém viva uma herança que atravessa gerações e reforça o
sentimento de pertença.

Poderá ler o resto da reportagem, com todos os detalhes, testemunhos e imagens da missa, na edição impressa do DIÁRIO de amanhã.