Maria do Rosário Ramalho afiança que o Governo da República
nunca deixou de negociar o pacote laboral com a UGT e outros parceiros e garante
que o anteprojecto apresentado é a base para a negociação que vai continuar. A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social tem
reunião marcada com a UGT para esta terça-feira e nega que as negociações possam começar 'do zero'.
A governante falou aos jornalistas à margem do seminário ‘Políticas
Públicas de Emprego – Perspetiva Europeia, Nacional e Regional’, que decorre no
Colégio dos Jesuítas, no Funchal. “A negociação tem prosseguido com as confederações patronais,
sem qualquer paragem”, aponta.
Questionada sobre a adesão à greve, a ministra assume que os
dados oficiais são diferentes daqueles que foram divulgados pelos sindicatos. Apesar
disso, assume que teve um grande impacto social por incidir em sectores que têm
a capacidade de paralisar para além do número de adesões formais, como é o caso
da educação.
Maria do Rosário Ramalho afiança que “de modo nenhum, a
greve tem a ver com 3 milhões de trabalhadores” e assume que o caminho que o
Governo da República tem vindo a fazer até então será aquele que vai manter. “O
Governo apresentou um anteprojecto que é uma base de construção de soluções.
Esperamos que as centrais sindicais também contribuam para estas soluções”,
admite.
Por outro lado, confrontada com o recuo de André Ventura no
apoio ao pacote laboral, a governante afirma que não se encontra numa fase de
discussão com os partidos políticos, mas sim de concertação social.
A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social afirma
que Portugal está bem, mas que apresenta problemas estruturais relacionados com
o número de pessoas desempregadas entre os jovens, a pobreza estrutural de 2
milhões de pessoas, um nível salarial muito baixo e uma carga fiscal elevada.
“Nós precisamos de mudar este paradigma e isso é feito com
uma política de fiscalidade para reduzir a carga fiscal sobre as pessoas,
famílias e empresas; uma política de modernização e reforma do Estado; e uma
política de adequação da legislação laboral aos desafios do século XXI.
