A greve geral desta quinta-feira causou vários
constrangimentos nas escolas da Região Autónoma da Madeira, segundo Francisco
Oliveira, dirigente do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM).

De acordo com o professor, várias escolas estiveram
totalmente encerradas - Achada, Ajuda, Eleutério de Aguiar, Salão (Calheta) e
São Vicente - e muitas outras funcionaram de forma condicionada,
resultando em perturbações generalizadas no sistema educativo regional.

O sindicalista destacou o encerramento da escola particular
São Francisco de Sales, em Gaula, onde houve, segundo refere, “participação
total” dos docentes.

No conjunto das escolas da RAM, o SPM aponta para uma adesão
global ligeiramente acima dos 35%, número que considera “muito relevante”,
sobretudo porque esta paralisação antecede uma greve específica dos docentes da
Região, agendada para amanhã, dia em que o sindicato prevê uma participação
ainda maior.

“Os números que recolhemos no terreno não correspondem aos
apresentados pela tutela”, reforçou Francisco Oliveira, dizendo que estão empenhados
na resolução de várias reivindicações: recuperação de todo o tempo de serviço
ainda não contabilizado para efeitos de progresso; extinção das vagas para a
progressão; vinculação justa e adequada à falta de professores; e respeito por
todos os contratados.