Na entrevista presente no canal do DIÁRIO, no YouTube, Licínia Fernandes Manica,
começou por explicar que o seu primeiro contacto com o reiki, “uma terapia de imposição das mãos, que, no
fundo, é a canalização da energia do universo para nós próprios”, aconteceu há
pouco mais de dois anos, numa altura “desafiante na sua vida”.

“Inscrevi-me, caí de paraquedas, sem nunca ter feito nenhuma
sessão, sem nunca ter tido contacto directo, sem conhecer quem estava
lá e, basicamente, mudou a minha vida”, afirmou a agora terapeuta.

Ao DIÁRIO-Saúde, explicou que a terapia que teve origem
no Japão, no início do século XX, consiste em “trazer o macro para o micro e o
facilitador de reiki, que no fundo funciona como um canal de ligação directa, canaliza
a energia universal para a energia da pessoa que está à sua frente, com disponibilidade
para tal”.

A sua finalidade passa por “restaurar a harmonia do corpo”, apontou a profissional de saúde, explicando que muitas vezes esta está em falta, porque as
pessoas andam sempre em piloto automático e na correria do dia a dia.

O reiki é um momento de auto-cuidado, em que a pessoa se permite parar e dar tempo e espaço ao corpo, para alguém, no caso quem está a fazer a
terapia, ajudar a restaurar a energia, a harmonizar e a trazer a homeostasia ao corpo.

Licínia Fernandes Manica acredita que a enfermagem e o reiki se complementam,
mas rapidamente apontou que a última “não substitui qualquer tipo de acompanhamento
médico, seja também psicológico”, sublinhando que se trata de uma terapia
complementar e não alternativa.

“Acho que complementa, porque o trabalho energético vem reforçar
o que aprendemos no curso [de enfermagem], que é trabalhar o doente, trabalhar
a pessoa na sua forma holística”, frisou, tendo explicado que passa por “olhar para
todos os seus níveis, físico, mental, emocional e espiritual.”

Questionada sobre que impacto pode ter a nível mental e físico, referiu que “a
sensação imediata é de leveza”.

“Uma clareza de pensamentos, um desbloquear físico de
tensões musculares e uma sensação de leveza, de enraizamento, de estarmos mesmo
mais conectados”, salientou, referindo que actua também na redução de stress e
ansiedade.

Assista à entrevista para ficar a saber mais sobre esta terapia complementar,
que mitos são muitas vezes associados à mesma e se Licínia Fernandes Manica
acredita que, num futuro próximo, esta prática vai ter mais espaço nos cuidados
de saúde.