A Transportes Aéreos Portugueses (TAP) acaba de ser proibida, juntamente com outras 5 companhias aéreas, de viajar para solo venezuelano. O comunicado vem na sequência da suspensão dos voos para o aeroporto de Maiquetia, em Caracas, por causa da situação indefinida no espaço aéreo venezuelano provocada pelo 'cerco' do Exército norte-americano.

"Em 26 de Novembro de 2025 foi publicada no Diário Oficial n.º 43264 da República Bolivariana da Venezuela a revogação da concessão às seguintes companhias aéreas: Iberia Líneas Aéreas de Espanha S.A.; Transportes Aéreos Portugueses S.A. (TAP Portugal); Aerovías del Continente Americano S.A. (AVIANCA); Aerovías de Integración Regional S.A. (LATAM AIRLINES COLÔMBIA); Turkish Airlines; GOL Linhas Aereas S.A.", informa uma nota do ministério dos transportes do governo de Nicolás Maduro.

A justificação é de que estas seis companhias estão a contribuir para reforçar as acções de terrorismo promovidas pelos Estados Unidos, liderados por Donald Trump, refere ainda a nota de revogação das licenças. "Por se juntar às acções de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos EUA, suspendendo unilateralmente as suas operações aerocomerciais de e para a República Bolivariana da Venezuela, com base num NOTAM emitido por uma Autoridade Aeronáutica sem concorrência na FIR Maiquetia", refere.

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Um NOTAM (ou Notice to Airman ou Aviso para Pilotos) "é uma notificação na aviação que divulga informações de interesse imediato para a segurança de voo, como alterações em aeródromos, serviços ou procedimentos".

O deputado eleito para a ALRAM pelo PSD, o luso-venezuelano Carlos Fernandes, já deu conta dessa revogação na sua página de facebook, salientando que a "Venezuela fecha o acesso aéreo da TAP e de outras companhias internacionais", lembrando que "o regime ameaçou e cumpriu mais uma vez". E acrescenta: "O regime de Nicolas Maduro já tinha ameaçado as companhias aéreas para retomar imediatamente as ligações aéreas. O INAC, através da sua conta oficial no Instagram (@inac__ve), anunciou a revogação das concessões de voo concedidas a várias companhias aéreas internacionais, conforme registado na Gaceta Oficial Nº 43264, com efeitos a partir de 26 de Novembro de 2025."

Lembra o deputado que a decisão contra a TAP Air Portugal, "que serve mais de 400 mil portugueses residentes na Venezuela", calcula "poderá agravar o isolamento do país e prejudicar severamente a comunidade luso-venezuelana. Também tiveram as concessões canceladas: Iberia, Avianca, LATAM Colombia, Turkish Airlines e GOL Linhas Aéreas. Esta medida demonstra, mais uma vez, a tendência do regime venezuelano de se fechar ao mundo, restringindo mobilidade, enfraquecendo ligações internacionais e deixando em situação de insegurança milhares de pessoas que dependem destas rotas", lamenta.

E termina, frisando que "a comunidade portuguesa e luso-venezuelana merece respeito, apoio e a garantia de poder manter contacto com a sua terra e os seus, mas medidas como esta ameaçam esse direito fundamental. Esta medida ameaça mais uma vez a liberdade e o direito internacional".

A companhia aérea ou o Governo de Portugal ainda não reagiram.