A exposição 'Mudar a Escola para Mudar o Mundo', do artista visual Carlos Bunga e da curadora e investigadora Ainhoa González vai estar patente na escola do Porto Santo. A inauguração acontece no dia 21 de Novembro, amanhã, pelas 12 horas.

Este projecto reúne contributos
de artistas e especialistas de várias áreas e procura criar uma constelação em
rede de práticas artístico-pedagógicas.

Carlos Bunga é um artista português que vive e trabalha em Barcelona e que em 2022, após uma residência artística, na Escola do Porto Santo, apresenta a instalação site-specific intitulada 'Vazio. Um espaço para a imaginação'. A obra, concebida em relação directa com o lugar, apropria-se dos muros perimetrais dos pátios situados diante das salas, desenhados pelo arquitecto como playgrounds que integram vazios — portas, janelas ou escadas por onde subir, passar, esconder-se ou atravessar o espaço

A
segunda parte do projecto desenvolve-se na antiga cantina da Escola da Vila.
Ali, Ainhoa González apresenta um conjunto de obras de artistas e documentos de
arquivo que oferecem um conhecimento contextual da renovação pedagógica
ocorrida na Península Ibérica no final do século XIX, relacionando projectos
como a Escola de Livre Ensino, em Madrid, e pedagogos como Alice Pestana ou
políticos como Bernardino Machado, para depois avançar para o século XX e
percorrê-lo através de diferentes casos de estudo centrados na experimentação
artística, na vida comunitária e na aprendizagem.

A
exposição apresenta obras ou projectos arquitectónicos relacionados com a
educação de Francis Alÿs, Andrés Jaque, Nicolás Paris, Alfonso Borragán, Carlos
Bunga, Jordi Ferreiro, Fernanda Fragateiro, Elvira Leite, Sara e André, Isamu
Noguchi, Túlia Saldanha, Ryan Gander, TAKK, entre outros.