Se recebeu uma mensagem no WhatsApp a pedir que vote no
filho de alguém, deve ter cuidado, pois pode estar perante um esquema de fraude
que visa controlar a sua conta. A burla, ainda sem registos em Portugal,
espalha-se rapidamente pela Europa, com casos na Alemanha, Áustria, Itália,
Polónia, Roménia e República Checa. O objectivo dos criminosos é simples: obter
acesso à sua conta de WhatsApp e, com ela, aos contactos de familiares e
amigos. A vítima recebe uma mensagem de um contacto conhecido a sugerir que
vote no filho num concurso. Um link redirecciona para um site com aparência
profissional, mas que é, na realidade, um site de phishing.

Ao tentar “votar”, é solicitado o número de telemóvel e
informado que será enviado um código de verificação de seis dígitos. Nesse
momento, o criminoso regista a sua conta noutro telemóvel e, ao introduzir o
código no site fraudulento, permite que o invasor aceda à sua conta. Com isso,
o esquema é replicado para todos os seus contactos, podendo ainda ser usado
para outros tipos de burla, como pedidos de dinheiro com mensagens do tipo “olá
mãe, olá pai”, alegando emergências médicas ou problemas durante viagens. Mesmo
utilizadores experientes podem ser enganados, porque a mensagem vem de
contactos conhecidos e o pedido parece legítimo, sendo que pessoas mais idosas
são um alvo frequente devido à menor literacia digital e à tendência para
confiar em pedidos de amigos e familiares.

Para reduzir o risco deste tipo de fraude, a DECO
PROteste recomenda ativar a verificação em dois passos no WhatsApp, que obriga
à introdução de um PIN sempre que houver novo registo do número no telemóvel; confirmar
sempre pedidos, especialmente de dinheiro, através de chamada telefónica; nunca
partilhar códigos recebidos por SMS ou correio electrónico; e ter cuidados
redobrados com mensagens que incluem links.

Se já introduziu o código de seis dígitos num site
fraudulento, deve desinstalar e voltar a instalar o WhatsApp, registar
novamente o número de telemóvel, pedir o código de verificação de seis dígitos
e introduzi-lo no telemóvel para recuperar a conta e impedir o acesso do
invasor. Após recuperar a conta, é importante avisar os seus contactos sobre o
incidente, relatar a situação ao centro de ajuda do WhatsApp, contactar o banco
caso tenha feito transferências e apresentar queixa na Polícia Judiciária
através do site Queixa Electrónica.

A fraude “Vote no meu filho” é apenas uma das muitas
burlas modernas de engenharia social. A melhor defesa continua a ser a
vigilância: nunca partilhe códigos, confirme sempre os pedidos e mantenha activas
as definições de segurança do WhatsApp.

Para mais informações, consulte a página da DECO PROteste: https://www.deco.proteste.pt/tecnologia/telemoveis/noticias/whatsapp-como-se-defender-da-fraude-vote-no-meu-filho?int_source=decoproteste&int_medium=wel_content_last&int_content=news&int_term=full_member