A Administração dos Portos da Região Autónoma
da Madeira (APRAM) encontra-se na fase final do desenvolvimento de uma nova Plataforma de Gestão de
Reserva de Cais para escalas de navios de cruzeiro, revelou hoje a empresa tutelada pela Secretaria Regional da Economia.

De acordo com a APRAM, a nova plataforma digital introduz "um conjunto de vantagens" em termos de "eficiência, transparência, comunicação e segurança de dados", tanto para a administração portuária como para os agentes de navegação, que passam a dispor de um canal único para efectuar as reservas de cais destinadas aos navios de cruzeiro.

É mais um passo concreto no caminho da digitalização e desmaterialização de processos
— APRAM

“Com esta nova ferramenta a APRAM pretende aumentar a
eficiência do processo, que até agora era efectuado de forma avulsa e em papel”,
adianta a presidente do conselho de administração dos Portos da Madeira.

Paula
Cabaço - que apresentou o novo sistema de reservas durante o XI Congresso da AGEPOR – Associação dos Agentes de Navegação de Portugal, que decorreu no início desta semana em Almancil - destaca o “reforço da transparência” como uma das grandes
mais-valias da plataforma.

“Todo o processo de reserva de cais, passa a ser
rastreável e auditável, desde o início do pedido até à decisão final”, explicou a responsável.

“Neste momento, estamos a gerir 977 reservas de cais para
navios de cruzeiro, num horizonte que vai até ao final de 2029. Tudo de forma
manual e sem recurso a qualquer ferramenta digital”, acrescentou ainda a presidente da
APRAM, citada em comunicado de imprensa.

Cabaço evidencia que, durante a época alta de cruzeiros, "os Portos da Madeira
chegam a receber mais pedidos de reserva de cais do que lugares disponíveis" pelo que esta plataforma vai "reforçar a transparência de todo o processo de decisão
junto das companhias de cruzeiro". “Não gostamos, nem queremos recusar reservas,
mas por vezes por falta de espaço somos obrigados, e este sistema vai ajudar
neste processo de comunicação com as companhias”, reforçou.

Segundo a APRAM, trata-se de um investimento de 41,250 mil euros,
enquadrados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).