Miguel Albuquerque estará esta tarde na tomada de posse dos novos órgãos autárquicos do Funchal, onde Jorge Carvalho assumirá a presidência da Câmara Municipal.

A cerimónia está marcada para as 15 horas e reúne os 44 eleitos para os dois órgãos municipais — 11 para a Câmara e 33 para a Assembleia — assinalando o início oficial do novo mandato autárquico, resultante das eleições de 12 de Outubro. O acto terá lugar perante diversas entidades regionais e locais, incluindo o presidente do Governo Regional, que fará questão de testemunhar o arranque da nova equipa.

À frente do executivo municipal, Jorge Carvalho sucede a Cristina Pedra, que assumiu funções após a renúncia de Pedro Calado, em Janeiro deste ano. O novo presidente lidera uma equipa com maioria absoluta, garantindo seis dos 11 mandatos atribuídos à Câmara Municipal. A coligação ‘Funchal Sempre Melhor’ (PSD/CDS-PP) mantém assim o controlo da principal autarquia da Região.

Na Assembleia Municipal, José Luís Nunes será reconduzido como presidente do órgão deliberativo do concelho. O pediatra, que iniciou funções em 2021, assegura a continuidade do projecto político anteriormente estabelecido. O plenário apresenta uma composição marcada pela pluralidade partidária: PSD/CDS-PP com 15 mandatos, Juntos pelo Povo (JPP) com 7, Chega com 6, Partido Socialista (PS) com 4 e Iniciativa Liberal (IL) com 1. O órgão integra ainda, por inerência, os dez presidentes de junta de freguesia do concelho, todos da coligação governante.

Os pelouros do novo executivo municipal estão já definidos: Helena Leal (Educação, Social e Juventude), Carlos Rodrigues (Finanças), Paulo Lobo (Urbanismo), Paula Jardim (Ambiente) e Leandro Silva (Recursos Humanos e Assuntos Jurídicos). A oposição estará representada por cinco vereadores sem pelouro: Fátima Aveiro e António Trindade (JPP), Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas (Chega) e Rui Caetano (PS).

Com maioria absoluta na Câmara e na Assembleia Municipal, a coligação PSD/CDS-PP parte para os próximos quatro anos com condições reforçadas para implementar a estratégia governativa traçada para o Funchal, num contexto político que volta a alinhar a capital madeirense com o Governo Regional.