O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de
Portugal (CESP) vai realizar, nos dias 28 e 29 de Outubro, duas
iniciativas públicas no Funchal, em protesto contra o chamado “pacote
laboral” proposto pelo Governo PSD/CDS. As acções contam, pela
primeira vez, com a presença da presidente nacional do CESP, Filipa Costa,
e da dirigente Carla Nascimento, que acompanha a Região.

Em comunicado, o CESP considera que “este pacote laboral é para cair”,
classificando as medidas como um “ataque brutal aos serviços públicos e às
funções sociais do Estado”. O sindicato afirma ainda que as propostas
representam um “enorme retrocesso nos direitos conquistados após o 25 de Abril
e consagrados na Constituição”, sublinhando que não é momento para “baixar os
braços”.

A primeira iniciativa está marcada para o dia 28 de Outubro, entre
as 14h30 e as 17h30, com a realização de um plenário de dirigentes e
delegados sindicais da Região Autónoma da Madeira, que terá lugar na sede
do Sindicato de Professores da Madeira (SPM). Nesse mesmo dia, pelas 16
horas, está agendada uma conferência de imprensa no mesmo local.

No dia 29 de Outubro, o sindicato promoverá uma acção pública no
Largo do Phelps, dirigida aos trabalhadores e à população em geral, com uma
recolha de assinaturas para um abaixo-assinado a entregar ao primeiro-ministro.
Esta iniciativa insere-se na campanha nacional da CGTP-IN que culminará
na Marcha Nacional Contra o Pacote Laboral, agendada para o dia 8 de
Novembro.

De acordo com o CESP, estas ações pretendem “reforçar a luta dos
trabalhadores” e “mobilizar a sociedade” contra as alterações laborais
propostas, que o sindicato considera “prejudiciais aos direitos e à
estabilidade de quem vive do seu salário”.