O partido Chega (CH) "vai
apresentar iniciativas legislativas para proibir orações islâmicas em espaços
públicos e impedir a construção de novas mesquitas em Portugal", lê-se numa nota de imprensa partilhada pelo deputado madeirense Francisco Gomes. "O partido defende
que o espaço público 'não deve ser usado para a afirmação religiosa islâmica
nem para práticas que promovem segregação cultural'", justifica.

O deputado, que foi eleito pelo CH para o parlamento nacional, considera que "o espaço
público é de todos e não pode ser transformado em palco de ocupação ideológica
ou religiosa", denunciando "a crescente expansão de manifestações
religiosas islâmicas em praças, ruas e jardins", pelo que alerta para a "invasão islâmica já em curso em várias cidades europeias", atira.

Não aceitaremos a transformação do espaço público em território de afirmação islâmica. Portugal é um país culturalmente ocidental e assente na sua matriz cristã. Não vamos permitir que práticas religiosas vindas de fora se imponham sobre a nossa própria identidade.
— Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República

Diz o eleito que o CH "irá
igualmente propor alterações à lei para travar a construção de novas mesquitas
em território nacional, exigindo critérios mais rigorosos de transparência de
financiamento e controlo de ligações internacionais", sendo que para Francisco Gomes, "a
abertura de mesquitas em Portugal tem sido financiada por países estrangeiros
com interesses políticos claros", pelo que defende que "Portugal não pode tornar-se
refém de agendas religiosas externas".

O deputado madeirense sublinha
que "a prioridade nacional deve ser a defesa da coesão social, da ordem pública
e da soberania cultural" e aproveita para acusar PSD e PS de "fecharem os olhos ao crescimento
do islamismo político que alimenta radicalização, guetização e hostilidade aos
valores democráticos".

E conclui: "Não vamos permitir
em Portugal aquilo que está a destruir França, Suécia, Bélgica e Reino Unido,
onde assistimos à criação de zonas onde o Estado de direito é substituído por
normas religiosas. Com o CHEGA, a lei portuguesa será respeitada em todo o
território nacional, sem cedências e sem medo."