O grande desafio para o próximo ano é tornar o Ecotrail Funchal Madeira Island numa prova totalmente eléctrica, anunciou
o director de prova, Patrício Fernandes,
ao fazer o balanço da 11.ª edição.
A meta é que todas as viaturas
e bicicletas utilizadas pela organização, voluntários e
participantes sejam movidas a energia limpa,
reforçando o compromisso ambiental do evento. “É um passo ambicioso, mas já há
condições para o concretizar. Representa bem o que o Ecotrail é — a união entre
o desporto, a sustentabilidade e a comunidade”, afirmou.
Patrício Fernandes classificou a edição de 2025 como “a melhor de sempre numa vertente global”,
destacando o equilíbrio entre a componente desportiva, ecológica e social. As lembranças Finisher foram
produzidas pelo Centro de Inclusão da Madeira,
e os troféus criados a partir de troncos de árvores caídas,
cedidos pelo Parque Ecológico do Funchal,
incluindo madeiras recuperadas após incêndios.
Pelo segundo ano consecutivo, o evento aboliu o uso de garrafas de plástico,
substituindo-as por pontos de abastecimento de
água potável, numa parceria com a Câmara Municipal do Funchal.
Fernandes sublinhou ainda que o Ecotrail “está numa linha
de sustentabilidade que dificilmente será travada”. Lembrou que, embora
inicialmente houvesse resistência por não ser uma prova “de montanha pura e
dura”, o evento é hoje uma referência internacional.
A presença do líder da rede Ecotrail Internacional, que
elogiou a limpeza dos percursos, a separação de resíduos e o centro de prova construído em paletes e decorado
com plantas naturais, confirmou o reconhecimento global
alcançado pela edição de 2025.
