O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, reagiu esta manhã à intenção do novo presidente da Câmara de São Vicente, José Carlos Gonçalves, do Chega, de providenciar uma medida judicial preventiva para arresto informático e documental na autarquia.
Sem esconder a surpresa perante o anúncio, Miguel Albuquerque foi incisivo nas palavras: “Não vai haver caça às bruxas nenhuma, porque as contas são todas alteradas nas câmaras. Espero é que não tomem decisões dessa natureza para escamotear depois não fazerem obra”, afirmou o chefe do Governo.
A declaração surge após José Carlos Gonçalves ter confirmado que pretende avançar com um pedido judicial nas próximas horas, justificando a medida como “preventiva” e destinada a “preservar informação e documentação essencial”.
Miguel Albuquerque classificou a iniciativa como “injustificada e desnecessária”, defendendo que todas as autarquias estão sujeitas a regras de transparência e fiscalização que garantem o controlo das contas públicas.
“As câmaras têm a sua contabilidade auditada e supervisionada, não há necessidade de medidas deste tipo. O que se espera agora é trabalho, é que façam obra e sirvam as populações”, acrescentou o presidente do Governo Regional à margem de uma visita à Ribeira Brava
A polémica marca o início de um mandato politicamente tenso em São Vicente, onde o Chega conquistou pela primeira vez a presidência da Câmara Municipal, prometendo rigor e controlo sobre a gestão anterior.
