Esta sexta-feira assinala-se o Dia Mundial da Saúde Mental e o PAN- Pessoas-Animais-Natureza, perante o agravamento das perturbações mentais na
população e os dados que colocam Portugal como o segundo país da OCDE com maior
consumo de antidepressivos, apresenta uma
proposta concreta para o município do Funchal: a criação de um cheque-saúde
municipal destinado ao apoio financeiro de residentes em consultas de
psicologia.

"Na Região
Autónoma da Madeira, a realidade não é diferente. Regista-se um aumento
significativo de diagnósticos de perturbações ansiosas e depressivas,
especialmente entre jovens adultos, muitas vezes associado ao consumo de
substâncias psicoactivas. A resposta pública tem-se revelado insuficiente: os
tempos de espera para consultas de psicologia e psiquiatria ultrapassam os seis
meses, e apenas nove médicos psiquiatras exercem atualmente na região", refere o comunicado de imprensa enviado.

O partido entende que a falta de
psicólogos nas escolas, nos serviços de saúde e na área social agrava ainda
mais o cenário. "Segundo a Ordem dos Psicólogos, uma das soluções passa pela
criação de mais oportunidades de trabalho para profissionais da área, algo que
o PAN defende como essencial."

O "Cheque-Saúde Municipal surge como uma resposta imediata e concreta para apoiar
os munícipes que não conseguem aceder atempadamente ao Serviço Nacional de
Saúde e que enfrentam dificuldades económicas para recorrer ao sector privado.
Esta medida visa comparticipar consultas de psicologia realizadas fora do SRS,
aliviando o peso financeiro das famílias e promovendo o acesso à saúde mental
como um direito fundamental", explica o PAN.

A proposta
insere-se no compromisso do PAN de colocar a saúde mental no centro das
políticas públicas locais, valorizando os profissionais da área e garantindo
que ninguém fica para trás por falta de apoio psicológico.