O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou hoje a
nomeação da ganesa Hanna Serwaa Tetteh como enviada do organismo para a Líbia,
substituindo o senegalês Abdoulaye Bathily, que tinha abandonado o cargo em
abril.

A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros ganesa, que foi
Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para o Corno de África desde
2022, é a décima pessoa desde 2011 a ocupar o sensível cargo de enviado
especial e chefe da missão da ONU na Líbia, cujo titular deve ter a aprovação
do Conselho de Segurança.

O cargo estava vago desde a surpreendente demissão de Abdoulaye
Bathily, em abril, que julgou então que as Nações Unidas não poderiam
"agir com sucesso" para apoiar o processo político líbio perante
líderes que colocam "os seus interesses pessoais acima de tudo".

O próprio diplomata senegalês tinha sido nomeado em setembro de
2022, após meses de vacância do cargo, após a demissão abrupta do seu
antecessor Jan Kubis, em novembro de 2021.

A Líbia está mergulhada no caos político e de segurança desde a
queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, após uma revolta popular apoiada
pela NATO.

O país está dividido, desde 2022, em dois executivos: a parte
ocidental do país, sob o controlo do GUN, reconhecido internacionalmente e
ligado ao Alto Conselho de Estado, e o criado no leste e uma parte do sul do
país, com um executivo paralelo apoiado pelo Parlamento e sob a tutela do
marechal Khalifa Haftar.