O Chega-Madeira vem lamentar o "desrespeito" que o Governo Regional tem demonstrado
para com os produtores de castanha da Região, especialmente aqueles do
Curral das Freiras.

O partido lembra que foi anunciado,
logo após essa tragédia, um apoio extraordinário de 60 mil euros, como forma de
atenuar os danos e ajudar a garantir a sobrevivência destas famílias e da nossa
tradição agrícola. "Mas, hoje, o que se verifica é a entrega tardia e vergonhosa
de apenas metade do valor prometido", sublinha.

Este comportamento é inaceitável. Desde o
primeiro momento, o Governo usou o sofrimento dos agricultores como bandeira de
propaganda, mas quando chegou a hora de cumprir, o que fez foi cortar o apoio a
quem mais precisa. É a típica atitude de uma governação que vive de promessas,
mas falha em agir com responsabilidade e respeito por quem trabalha e sustenta
a Madeira. Os produtores de castanha foram
enganados. O anúncio do apoio foi uma tentativa de dar uma resposta política
rápida, mas, na prática, o que ficou foi um vazio.
— Miguel Castro, líder do Chega-Madeira

O Chega-Madeira considera
esta situação uma "vergonha absoluta" e questiona como é que se espera que estas famílias
continuem a produzir e a preservar esta tradição agrícola, quando são
constantemente desconsideradas e prejudicadas por quem deveria protegê-las?

"Não aceitamos que o Governo Regional
trate os agricultores como cidadãos de segunda classe. Exigimos que o restante
valor prometido seja entregue de imediato, pois foi para ajudar os madeirenses
que o Chega viabilizou o Orçamento de 2024, e que haja uma explicação clara
sobre o porquê deste corte. As palavras bonitas não enchem barriga nem pagam
contas e é altura de exigir que esta governação irresponsável seja
responsabilizada", frisa o deputado.