Reunidos no início da noite desta sexta-feira, o Conselho
Regional e a Comissão Política do CDS-PP Madeira analisaram a actual crise
política regional e, no dia em que o Presidente da República marcou Regionais
antecipadas para 23 de Março, decidiram concorrer com listas próprias.

Ainda assim, os centristas deixam porta aberta para “dialogar
e negociar com todos os partidos depois do acto eleitoral”, vincando que “ao
contrário de outros, o CDS não se isola, nem se fecha”.

Leia, abaixo, as decisões tomadas na reunião de hoje:

1- O CDS vai concorrer com listas próprias às eleições
regionais de 23 de março, estando disponível para dialogar e negociar com todos
os partidos depois do ato eleitoral para dar estabilidade política e uma
solução de Governo estável aos Madeirenses.

Ao contrário de outros, o CDS não se isola, nem se fecha; o
CDS abre portas e apresenta soluções.

O CDS sempre foi parte da solução e não do problema, do
grande problema, criado por outros ao longo do último ano na Região.

O CDS que tem sido uma referência de estabilidade e de
confiança na política regional, cumprindo o que promete, oferece ao eleitorado
uma Alternativa Política, com propostas e soluções para os problemas da Madeira
e do Porto Santo.

Após as eleições e depois do povo falar de forma livre e
soberana, o CDS reafirma a sua disponibilidade para contribuir para uma solução
de Governo estável e duradoura para a Região.

Não podemos andar de crise em crise e de eleição em eleição,
enquanto os problemas da Madeira e dos Madeirenses se agravam, seja por falta
de Orçamento, seja por falta das políticas corretas.

Os madeirenses estão fartos de crises e de eleições e, por
isso, o dia 23 de março tem de ser um dia de clarificação na política regional,
no sentido de podermos ter um Governo com suporte parlamentar nos próximos 4
anos.

2- As prioridades do Programa de Governo do CDS são: Ampliar
a Autonomia e obrigar o Estado a cumprir o princípio da continuidade
territorial e da solidariedade nacional, através de uma nova Lei de Finanças
das Regiões Autónomas; Reformar o sistema político, com ética e transparência e
a separação clara do poder político dos poderes financeiro e económico;
Modernizar a Administração Pública Regional, descentralizando e desburocratizando
serviços e reduzindo as gorduras e as despesas públicas; Manter o crescimento
económico, mas com muito mais justiça social na distribuição da riqueza,
combatendo a pobreza e as desigualdades sociais; Diminuir os custos de
insularidade e os preços dos bens essenciais por via do controlo da subida
preços; Reorganizar os setores da agricultura e das pescas, baixando os custos
de contexto e dos fatores de produção, aumentando as suas valias e o rendimento
dos pecadores e produtores; Reduzir os impostos diretos e indiretos e valorizar
os salários, em particular da classe média e dos mais jovens; Reformar e
reorganizar os setores da Saúde e da Segurança Social, dotando-os de todos os
meios necessários para responder às listas de espera e ao envelhecimento da
população; Proteger os mais velhos e aumentar as pensões dos mais carenciados;
Construir mais habitação, sobretudo para as famílias de menores rendimentos e
para os jovens; e atribuir o subsídio de insularidade a todos os que vivem nas
nossas ilhas, são os eixos fundamentais do Programa de Governo do CDS.

3- O CDS vai às eleições ciente de que este é o momento mais
grave da Democracia na Região e, por isso, apela ao povo da Madeira e do Porto
Santo para que vote em quem demonstra Responsabilidade e Estabilidade, para que
vote em quem oferece Confiança e Esperança para o Futuro da nossa Região.