Depois de ter sido recusada uma visita do Grupo Parlamentar
do PS ao Serviço de Urgência do Hospital Nélio Mendonça e reunião com a
respetiva direcção, “numa clara violação da Constituição”, os socialistas foram
recebidos pelo conselho de administração do SESARAM, esta sexta. Reunião da
qual saíram “ainda mais preocupados”.

“Esta reunião serviu para chegarmos a uma conclusão, a de
que o Governo Regional não tem soluções para os problemas da Saúde”, afirmou o
presidente do PS-M, dando conta que lhe foi transmitido pelo presidente do
SESARAM que as listas de espera vão continuar a aumentar. “Esta afirmação
preocupa-nos, porque não há uma estratégia, não há uma visão, nem existem
soluções para diminuir as listas de espera e resolver a questão das altas
problemáticas”, observou.

Paulo Cafôfo vincou que “a única forma de inverter o
declínio que se assiste no Sistema Regional de Saúde é com um novo Governo
Regional, liderado pelo PS”. O líder socialista foi, contudo, realista ao
afirmar que não é possível resolver todos os problemas, nem de uma vez só.

Os problemas são demasiados e são muito sérios e,
portanto, nós não temos a solução mágica para resolver todos os problemas e de
uma só vez.
— Paulo Cafôfo

O presidente do PS-M apontou o caos nas urgências e as altas
problemáticas como situações gravíssimas que decorrem do facto de o Sistema
Regional de Saúde estar “errado”. “A porta de entrada do Sistema Regional de
Saúde acaba por ser as urgências, quando deviam ser os cuidados primários. Nós
temos uma excelente rede no âmbito dos centros de saúde por toda a Região, mas
não estão é potenciados para prevenir a doença”, disse.

O PS considera que o foco deveria estar na prevenção, com a
rede de cuidados primários. Neste sentido, o líder socialista voltou a adiantar
que, com um Governo PS, “haverá uma junção das Secretarias da Saúde e dos
Assuntos Sociais, o que será fundamental para resolver questões como a das
altas problemáticas”.

Hoje, ficou aqui a prova do algodão, mostrando que este
Governo não tem soluções e admite o agravamento da situação na Saúde.
— Paulo Cafôfo