Nuno Morna é o primeiro subscritor da moção sectorial 'Madeira: + Autonomia, + Responsabilidade', que será apresentada, discutida e votada na IX Convenção da IL, que se realiza em Loures, nos dias 1 e 2 de Fevereiro.

"A
Autonomia é o motor do progresso da Madeira. Esta moção representa a vontade de
construir uma região mais livre, mais eficiente e mais preparada para os
desafios do futuro. Não se trata apenas de uma reivindicação, mas de um
compromisso firme com o desenvolvimento sustentável e a dignidade dos
madeirenses", afirma, sublinhando o impacto que uma Autonomia 4.0 pode ter. "Queremos
que a Madeira deixe de ser vista como uma periferia e passe a ser um exemplo de
como a liberdade e a responsabilidade transformam sociedades", disse.

Num comunicado enviado à imprensa, é afirmando que esta moção é "uma declaração de independência política e moral, uma afirmação de que a Madeira, com os seus recursos, as suas gentes e o seu espírito indomável, tem o direito — e o dever — de decidir o seu próprio destino".

No documento defende-se a extinção do cargo de Representante da República, "essa relíquia institucional que persiste como um insulto à inteligência e à capacidade dos madeirenses". Além disso, é proposta uma revolução fiscal, implementando um "sistema fiscal autónomo e competitivo", por forma a promover o investimento, a inovação e o crescimento económico.

Por outro lado, na moção considera-se que a Região precisa assumir plenamente a gestão dos seus recursos, da educação à saúde, do ambiente à segurança social. "É tempo de abandonar a dependência e enfrentar as
responsabilidades de governar com coragem e eficácia. A autonomia deve ser
vivida na prática, sentida nas ruas, nas escolas, nos hospitais, e não apenas
proclamada em discursos ou celebrada em efemérides", aponta.

Esta moção não é apenas um conjunto de propostas; é um manifesto
de ruptura com o passado. Um apelo à coragem política, à ousadia de fazer
diferente, à convicção de que a Madeira pode ser muito mais do que aquilo que a
resignação centralista lhe permitiu ser. É, em suma, a afirmação de que os
madeirenses têm o direito de ser donos do seu futuro e de que o tempo para essa
mudança é agora.
— Moção sectorial

A moção é subscrita, em primeiro lugar, por Nuno Morna, deputado da IL na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, e e apoiado por Rodrigo Saraiva, membro nº 2 da Iniciativa Liberal, Pedro Ferreira, açoriano e primeiro candidato da Lista X ao Conselho Nacional, e inúmeros membros do partido na Madeira.