O ‘boom mediático’ e as inúmeras reacções dos leitores e
cibernautas à evacuação médica entre a ilha do Porto Santo e a ilha da Madeira
do doente secretário regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, no
‘presidencial’ Falcon 500 da Força Aérea Portuguesa (FAP), e não no C-295,
aeronave normalmente empenhada nestas missões aeromédicas, no imediato levantou
muitas suspeitas sobre a razão de ter sido o Falcon 500 a ‘socorrer’ o
governante e não o C-295.
Dúvidas dissipadas este sábado no Fact-Check do DIÁRIO,
face ao esclarecimento prestado pela FAP - falha detectada na manhã desta
sexta-feira no avião C-295 após a aeronave ter regressado ao Porto Santo no
culminar de missão aeromédica.
Entretanto, também ontem, ganhou dimensão a reacção do
presidente do Governo Regional, quando se manifestou muito preocupado com a
falta de meios aéreos (avião e helicóptero) no Porto Santo. Aos jornalistas, ao
final da manhã, por ocasião da Festa da Vindima no Estreito de Câmara de Lobos,
Miguel Albuquerque classificava de “inadmissível” a Região, em especial o Porto
Santo, estar sem meios aéreos
operacionais. Tanto que remeteu para esta segunda-feira abordar a questão ao Primeiro-ministro
Luís Montenegro, por não aceitar que as ilhas não tenham os meios aéreos
necessários ao socorro das populações.

