A Associação que gere o Lar da Bela Vista saiu satisfeita do
encontro da manhã de hoje com o Instituto da Segurança Social, com quem tem um
acordo de cooperação para dirigir aquela unidade. Da agenda de trabalhos
constavam vários temas, com destaque para algumas denúncias de falta de
qualidade na prestação de serviços, falta de pessoal e pagamentos por realizar
à Associação Living Care.

No final do encontro, Tânia Caldeira mostrou-se satisfeita
com o resultado da reunião.

A assessora da Administração explicou que, em breve, será
resolvido o problema com o aquecimento das águas quentes, não de forma cabal e
definitiva, isso só com o grande investimento, que está em preparação (PRR),
mas com uma correcção nuns cilindros.

Entretanto, garante que os banhos não são dados com água
fria, como alegam familiares, admitindo que, por questões operacionais, uma vez
ou outra, a água já não esteja tão quente como o conforto dos doentes
reclamaria.

Tânia Caldeira refuta que o Lar funcione com menos
trabalhadores do que o previsto. Explica que o acordo com a Segurança Social
prevê um quadro de 153 trabalhadores e que estão, actualmente, ao serviço 167.
Três casos concretos são apresentados: informático, farmacêutico e
nutricionista. São funcionários que o acordo de cooperação com a segurança
social não obriga, mas que, atendendo às características da instituição, a
Associação considera indispensáveis.

Desbloqueados 1,8 milhões

Uma das questões levadas ao encontro com a Segurança Social
foi o pagamento pendente de cerca de 1,8 milhões de euros.

A Segurança Social tinha a verba retida por entender
que o acordo não estava a ser cabalmente cumprido. Tânia Caldeira explicou que,
no encontro de hoje, a Associação demonstrou que o acordo está totalmente
cumprido e que a Segurança Social tomou a explicação como boa. Assim, muito em
breve, o pagamento deverá ser realizado.