"Casas para morar não para especular" ou "as casas não são luxo" ou "habitação é um direito" são algumas das palavras de ordem empunhadas pelos manifestantes reunidos, esta manhã, em frente à Assembleia Legislativa da Madeira, pelo direito à habitação.
O Funchal associou-se, assim, à iniciativa organizada pelo movimento 'Casas para Viver', em 22 cidades portuguesas. Lisboa, Porto, Almada, Braga, Guimarães, Aveiro, Faro, Portimão, Lagos, Leiria, Santarém, Coimbra, Viseu, Ponta Delgada, Viana do Castelo, Covilhã, Évora, Beja, Vila Nova de Santo André, Guarda e Portalegre vão também acolher manifestações.
"A habitação é um direito essencial e não um privilégio. A nossa luta é por
uma sociedade mais equitativa, onde todos tenham acesso a um lar e possam viver
com dignidade", reitera o movimento 'Casas para Viver' em comunicado de imprensa.
O aumento dos
salários, "de forma a permitir que as famílias consigam enfrentar
o crescente custo de vida"; a expansão e
melhoria da oferta de habitação pública, "garantindo o acesso de
todos a uma moradia digna"; a limitação dos
preços das rendas, "visando impedir que a especulação imobiliária
continue a desalojar os residentes" e a regulamentação
do Alojamento Local (AL) e do sector hoteleiro, "que têm
contribuído para a substituição das casas de arrendamento tradicional e
para a descaracterização dos centros urbanos" são as principais reivindicações do movimento.
Refira-se que o movimento 'Porta a Porta – Casa para Todos', que também aderiu a esta iniciativa, exige que as rendas baixem e sejam reguladas "para valores compatíveis com os rendimentos do trabalho em Portugal" , entre outras medidas.

