Em comunicado remetido à
imprensa, o Juntos Pelo Povo (JPP) desafiou esta quinta-feira a presidente da
Câmara Municipal do Funchal a “enterrar de vez” o anunciado e polémico projeto
de construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Município,
depois do parecer negativo da Direção Regional de Cultura (DRC) conhecido esta
tarde.

A autarca do Funchal
tinha afirmado no início de Agosto que o estacionamento na Praça do Município
era “uma falsa questão”, esclarecendo que apenas tinha “solicitado um estudo” à
DRC, posição assumida na sequência de uma iniciativa do JPP, realizada naquele
espaço nobre da cidade, para contestar, precisamente, a “teimosia” da Câmara do
Funchal em levar o projeto por diante.

“Se não têm intenção de
construir, então por que razão gastam dinheiro dos contribuintes em estudos
para uma coisa que não pretendem fazer? – interpelou então o porta-voz da
conferência de imprensa do JPP, o professor e historiador Emanuel Gaspar.

No dia seguinte ao
“diz-que-não-disse” da presidente da principal Câmara da Região, o presidente
do Governo Regional veio a público afirmar que “não via com bons olhos” o
referido estacionamento, posição que antecipou a sentença de morte do projeto.

O secretário-geral do JPP
diz que este “desfecho positivo para a cidade e o património” não pode,
contudo, ficar sem uma leitura política. Élvio Sousa lembra que estamos a um
ano das eleições autárquicas e Miguel Albuquerque percebeu “o prejuízo que vinha
aí para o PSD se mantivesse o projeto vivo”.

O líder partidário
considera que, após as declarações de Cristina Pedra, Albuquerque e o PSD
tiveram de pensar “numa forma airosa de saírem disto sem implicações nas
eleições no Funchal, no próximo ano”, pelo que, acrescenta, “depois da posição
pública de Albuquerque, percebeu-se que o parecer da DRC seria negativo”.