O deputado
madeirense eleito pelo Chega para a Assembleia da República acusa o governo
regional da Madeira de "ter gerido a crise dos incêndios com incompetência" e
afirma que "o Serviço Regional da Proteção Civil tem procurado ludibriar a
opinião pública com histórias mal contadas de forma evitar consequências
governativas da tragédia que assolou a Região no passado mês de agosto".

As declarações foram feitas na
Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da
Assembleia da República, numa audição conjunta ao Sindicato Nacional da
Proteção Civil e à Associação Portuguesa de Técnicos de Proteção Civil, sobre o tema dos incêndios na Região Autónoma da Madeira e
que visa apurar as responsabilidades técnicas e políticas dos eventos
dramáticos que tiveram lugar na Madeira.

Na sua intervenção, conforme nota à imprensa, o deputado
madeirense realçou que os incêndios expuseram o que é, a seu ver, "a inércia, a
incompetência e a falta de responsabilidade de uma liderança regional que, há
muito, abandonou as responsabilidades que lhe assistem e transformou a
governação num “manicómio em auto-gestão".

“Assistimos a uma resposta tardia,
desorganizada e insuficiente, que colocou ainda mais em risco vidas humanas,
património natural e a segurança de todos os madeirenses. Aqueles que
questionaram a conduta, foram tratados com a sobranceira e a arrogância que são
típicas de quem despreza os cidadãos.”
— Francisco Gomes

O deputado colocou às
entidades presentes na audição um número de perguntas que, a seu ver, são
importantes para perceber a gestão feita pelos políticos e pela Proteção Civil,
entre as quais o tipo, os tempos e a qualidade da resposta acionada pela
Proteção Civil, a eficácia dos protocolos seguidos, a qualidade dos meios ao
serviço dos bombeiros regionais, as estratégias que existem na Região para
combater incêndios e as ilações técnicas políticas que podem ser retiradas da
atuação do governo regional.

A concluir, o deputado do CHEGA
questionou a comissão sobre as consequências políticas da gestão feita da crise
dos incêndios e perguntou aos representantes do Sindicato Nacional da Proteção
Civil e da Associação Portuguesa de Técnicos de Proteção Civil sobre o tipo de
conduta que teriam, caso estivessem em posições de liderança no governo
regional da Madeira.

“Se fossem o secretário regional
com a tutela da Proteção Civil ou o presidente do Serviço Regional da Proteção
Civil, o que é que tinham feito depois dos incêndios? Houve, ou não,
negligência? Devem, ou não, ser demitidos? Há, ou não, covardia política?”
— Parlamentar do Chega