O Presidente da Assembleia
Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, o Representante da República
para a Madeira, Ireneu Barreto, e o Representante da República para os Açores,
Pedro Catarino, foram algumas das personalidades convidadas para a cerimónia
de abertura do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, presidida pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.
O Centro de Arte Moderna (CAM) da
Fundação Calouste Gulbenkian reabriu, esta tarde, ao público, depois de quatro
anos de obras. O edifício foi remodelado pelo arquitecto japonês Kengo Kuma e
oferece, agora, mais espaço para as exposições. Os jardins também ampliaram os
horizontes através da concretização do projecto do arquitecto paisagista Valdimir
Djurovic.
Kengo Kuma reimaginou
completamente o anterior edifício do CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian,
da autoria do arquiteto britânico Leslie Martin e inaugurado em 1983. E a
profunda reconfiguração permitiu à Gulbenkian dar mais palco à arte, aos
artistas e à cultura. Destaque para a exposição da artista portuguesa radicada
em Berlim, Leonor Antunes, em diálogo com obras de artistas mulheres na colecção
do CAM, e para uma mostra de Fernando Lemos, que revela a relação da sua obra
com o Japão, bem como a exposição da colecção do CAM.
Para Benjamin Weil, director do
Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, estamos perante “uma nova instituição,
com 40 anos de história e uma extensa colecção”. O CAM pretende “ser um
interface entre os projectos artísticos mais ousados e um público diversificado”.
Sendo que os jardins do CAM foram concebidos para serem “um lugar onde as
pessoas podem regressar vezes sem conta”, incluindo “a experiência da arte na
sua rotina, como fazem com um passeio no parque”.
O novo edifício alberga uma
importante colecção em expansão que conta com quase 12.000 obras de arte,
entre pinturas, esculturas, instalações, desenhos, gravuras, fotografias e
vídeos/filmes de alguns dos artistas mais conceituados do país, como Helena
Almeida, Paula Rego e Vieira da Silva. A colecção abarca, ainda, um conjunto
significativo de obras de arte francesa e britânica, incluindo trabalhos de
Sonia e Robert Delaunay, David Hockney e Bridget Riley.
A Gulbenkian pretende que a
reabertura seja assinalada com magnificência e que o Centro de Arte Moderna
seja do conhecimento de todos. Por isso, durante este fim-de-semana, e até ao
dia 7 de Outubro, as entradas são gratuitas.

