No âmbito da operação 'AB Initio', a juíza decretou, esta tarde, que Bruno Freitas, presidente do IASAÚDE, terá que suspender a sua actividade profissional.

"Saiu em liberdade com termo de identidade e residência, com medida de suspensão do exercício da actividade que exerce e também com medida de afastamento dos outros arguidos no período em que corre o processo", sublinhou o advogado de Bruno Freitas, à saída do Palácio da Justiça, no Funchal.

"A medida de suspensão aplica-se enquanto decorrer o processo, a não ser que seja revista. Vamos ponderar ou não a eventual revisão da pena de coação que foi aplicada", acrescentou.

Os arguidos deixaram o Tribunal Judicial do Funchal, no Palácio da Justiça, pelos próprios meios separadamente, seguindo rotas distintas de modo a despistar a comunicação social presente no local.

No âmbito da operação 'AB INITIO' (em português ‘desde o início’) foram detidos em condição de arguidos o presidente da Câmara Municipal da Calheta, Carlos Teles, o ex-secretário regional da Agricultura, Humberto Vasconcelos, o ex-director regional da Agricultura, Paulo Santos, o presidente do IASaúde, Bruno Freitas, os empresários Humberto Drumond e Miguel Nóbrega, e ainda duas funcionárias da Secretaria Regional da Agricultura, Daniela Rodrigues e Cecília Aguiar.

Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de participação económica em negócio, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, prevaricação e financiamento proibido de partidos políticos. Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, a investigação levada a cabo pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção e pelo Departamento de Investigação Criminal da Madeira averigua “adjudicações efectuadas por entidades públicas regionais, através dos seus representantes, titulares de cargos políticos e funcionários, a sociedades controladas por um único indivíduo, bem como, com outras empresas geridas por pessoas com quem o mesmo tem relações de amizade, em violação das regras dos concursos públicos”.