"Desde Janeiro deste ano, o Governo Regional da
Madeira, através do Instituto de Administração da Saúde, IP-RAM (IASAÚDE,
IP-RAM), já procedeu à comparticipação de 607 vacinas de alergologia a utentes
que sofrem de doenças a nível do foro alergológico", revelou hoje o organismo em comunicado de imprensa.
Este tratamento, que é
comparticipado em 50 por cento na Região, representou um custo superior a 60 mil euros (61.213 euros) só em 2024, indica a mesma nota.
O IASaúde lembra que "para que o utente possa usufruir deste apoio, é
necessário que a vacina seja prescrita por um médico convencionado que
identifique a necessidade da imunização em questão. Após a aquisição da vacina,
o utente poderá solicitar o reembolso de 50 por do valor despendido, mediante a
apresentação da prescrição médica e da fatura comprovativa, junto dos serviços
do IASAÚDE, IP-RAM.
Citado na mesma nota, o utente Pedro Correia, natural do
concelho de Câmara de Lobos, afirma que começou o tratamento para atenuar os
sintomas alérgicos este ano e uma das primeiras questões foi a sua
comparticipação. “Tenho de continuar este tratamento por mais quatro anos, mas
a vacina tem um custo avultado. Sendo que ainda recebo 50 por cento deste valor, o
procedimento acaba por não ser tão dispendioso”, reitera.
Já a directora do Serviço de Imunoalergologia do
SESARAM, Rita Câmara, esclareceu a importância deste tratamento,
evidenciando que “sendo a imunoterapia específica com extratos alergénicos o
único tratamento com intuito curativo, com resultados evidentes numa maioria de
doentes, o impacto da mesma é significativo”.
A especialista referiu ainda que
este procedimento “traduz-se numa melhoria da qualidade de vida e, a médio
prazo, numa redução de custos, pois muitos dos doentes deixam de necessitar
manter uso diário de terapêutica farmacológica, menor procura pelos cuidados de
saúde, e menor abstenção laboral ou académica”.
O Sistema Regional de Saúde tem mais de 70
médicos convencionados especialistas nas áreas de imunoalergologia e pediatria,
os quais identificam doenças relacionadas com o sistema imunológico e com as
reações alérgicas, e que prestam serviços de saúde aos utentes no setor
privado, salvaguardando o princípio da complementaridade entre o serviço
público regional e a medicina privada.
