Ao DIÁRIO-Saúde, a especialista em medicina chinesa, explicou que a acupuntura pode ter impacto em diversas condições, desde problemas músculo-esqueléticos, da área da obstetrícia, ginecologia, oncologia, questões emocionais, como ansiedade e depressão, dificuldade em engravidar, tratamentos estéticos e, até utilizada no combate de adições.
Os resultados para a cessação tabágica são muito bons. Além do enjoar o cheiro e o gosto do tabaco, a grande vantagem da acupuntura, está nos efeitos da abstinência, que conseguimos reduzir, o que resulta também nos casos de pessoas que estão a fazer dieta, que ficam alteradas, mais agressivas, porque estão com carências. Da mesma forma já tratei igualmente pessoas com problema de alcoolismo.
A terapia integrada na medicina não convencional, recorre à inserção de finas
agulhas em pontos dispersos pelo organismo, de forma a promover “uma ligação directa, através do sistema nervoso periférico, ao sistema nervoso central, o cérebro,
que vai ler essa informação e vai fazer o corpo responder de maneira adaptada,
consoante a escolha do protocolo de pontos, que contabiliza 365 como principais”,
de acordo com a profissional de saúde, pós-graduada na área abordada.
Ao longo da entrevista a especialista, que trabalhou em hospitais na China, explicou quais são as sensações mais reportadas pelos utentes e deu a conhecer o material utilizado, referindo que “uma agulha de acupuntura cabe 18 vezes numa de tirar sangue”, dando conta que é expectável que as pessoas sintam alguma coisa, fazendo a ressalva que “sentir não é o mesmo que doer”.
Segundo Cristina Silva, as pessoas têm de entender “que são a personagem principal da sua vida” e que devem sempre questionar os profissionais sobre as suas qualificações, indicando que a acupuntura está integrada num quadro legal.
Veja a entrevista para ficar a saber mais sobre a terapia
que tem revolucionado várias áreas da saúde, como tratamento, mas também como
aposta na prevenção.