O falecimento do lince Bores e a pretensão de criação de um estacionamento subterrâneo no Largo do Município são dois dos assuntos que têm marcado a actualidade regional. Ambos têm movido críticas e motivaram a criação de petições. Em menos de 24 horas, aquela que está relacionada com um pedido de justiça pelo felino já reúne mais subscritores do que aquela que foi criada contra o suposto projecto pela Câmara Municipal do Funchal.
Pelas 11h30 desta sexta-feira, a petição Justiça pelo Bores reunia já 3.070 assinaturas, tendo sido criada há cerca de 24 horas. Por seu lado, a petição Contra a construção do estacionamento sob a Praça do Município do Funchal, pela mesma hora, reunia 2.195 assinaturas, sendo um documento criado há dois anos. Na plataforma petição pública estes são os dois documentos "mais activos" das últimas horas.
Aquela que reúne mais subscritores, pede justiça pelo Bores, mas sem qualquer 'apontar de dedos' a entidades concretas: "Queremos resposta queremos justiça como entidades que protegem os animais os entregam as portas da morte", refere o texto da petição. Nos comentários à mesma surgem pedidos de justiça.
Por seu lado, a petição contra a construção do estacionamento em frente à Câmara do Funchal já foi criada em Agosto de 2022, na altura em que Pedro Calado era candidato à autarquia. Nos últimos dias tem vindo a ganhar força com o anúncio do estudo para aferir a possibilidade de concretizar o projecto, por parte do executivo agora liderado por Cristina Pedra. "É demasiado arriscado, ao nível de engenharia e de preservação do nosso valioso Património Construído, executar um parque de estacionamento naquele lugar emblemático da cidade, para além do transtorno que irá causar nesta zona do Funchal durante a sua construção", refere o documento.
A presidente da Câmara Municipal do Funchal já veio dizer que tudo isto se trata de "uma falsa questão", uma vez que, neste momento, é um projecto em fase de estudo, não tenho sido decidido avançar ou recuar com o mesmo. Esta é uma promessa eleitoral feita pela coligação 'Funchal Sempre à Frente', quando se apresentou a eleições.

