O incêndio da Madeira está "praticamente consolidado", de acordo com o mais recente balanço das autoridades regionais.

As chamas que tiveram início a 14 de Agosto no concelho da Ribeira Brava continuam com a existência de "alguns pontos quentes", na Cordilheira Central
(Pico Ruivo) e na Ponta do Sol (Lombada).

Nesta sexta-feira, no teatro de operações foram mobilizados o helicóptero (H-35), dois aviões
Canadair, mais de uma dezena de veículos e mais de 110 operacionais, composta
pelos Corpos de bombeiros da Região Autónoma da Madeira, a Força Operacional
Conjunta (FOCON), bombeiros voluntarios dos Açores, elementos da Guarda
Nacional Republicana, Instituto de Florestas e Conservação da Natureza e
Polícia de Segurança Pública, devidamente coordenados pelos elementos afetos ao
Serviço Regional de Protecção Civil.

De acordo com o Serviço Regional de Protecção Civil, os aviões Canadair
efectuaram 18 descargas nos focos activos no Pico Ruivo e Ponta do Sol (Lombada),
totalizando 26 descargas desde o início da sua chegada.

Por sua vez, o
helicóptero (H-35) realizou, um total de 327 descargas desde o dia 14 de Agosto, para apoiar os operacionais no combate directo ao fogo e, só no dia de
hoje, "este meio aéreo fez 57 descargas".

Importa realçar
que a actividade do meio aéreo foi no dia de hoje complementada no terreno por
mais 110 bombeiros que em condições difíceis realizaram um excelente trabalho
de combate ao incêndio.
— Serviço Regional de Protecção Civil

No mesmo comunicado, é destacado também o papel dos voluntários da Delegação da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa "que têm auxiliado todo o socorro na Região na valência de emergência pré-hospitalar, libertando os bombeiros para combater o fogo".

O trabalho
contínuo e de forma interrupta é fundamental para conter o avanço das chamas. São homens de
coragem que enfrentam diariamente a força do fogo com o obcjetivo principal de
proteger a população, seus bens e o nosso património.
— Serviço Regional de Protecção Civil