O Movimento Partido da Terra (MPT) defende que “a construção
de uma segunda pista ou de um aeroporto alternativo em áreas menos expostas aos
ventos deve ser seriamente considerada”, por forma a resolver a questão dos repetidos
condicionamentos do Aeroporto Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo.

Esta é uma das quatro propostas de solução que o MPT tornou
públicas hoje, através de uma nota de imprensa. Alega o partido que “o Aeroporto
Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo tem sido, repetidamente, o
epicentro de crises que poderiam ter sido evitadas com uma gestão competente e
visão estratégica por parte do Governo Regional”, acrescentando que “no recente
episódio de Agosto de 2024, mais de 60 voos foram cancelados em apenas três
dias devido aos ventos fortes, deixando cerca de 5.000 passageiros retidos, sem
soluções alternativas e com apoio inadequado”. Diz o MPT que “este cenário, que
se repete todos os anos, não só prejudica a reputação da Madeira como destino
turístico, mas também acarreta prejuízos financeiros significativos para a
economia regional”, notando que “estudos económicos revelam que cada dia de
operações interrompidas no aeroporto pode custar à região entre 1,5 a 2 milhões
de euros, somando perdas diretas no setor do turismo, comércio local e serviços”,
pelo que “em apenas um mês marcado por ventos adversos, as perdas podem ultrapassar
os 30 milhões de euros”.

Defende ainda que “o impacto a longo prazo na imagem da
Madeira é alarmante”, considerando que “com a repetição constante de
cancelamentos, a confiança dos turistas em escolher a Madeira como destino
começa a ser abalada, resultando numa diminuição das reservas”. “Um estudo
recente sugere que uma redução de apenas 5% na procura turística pode
representar uma quebra de até 10 milhões de euros nas receitas anuais,
prejudicando ainda mais a economia da ilha”, complementa.

Por tudo isto, o MPT propõe “a implementação de sistemas de
monitorização meteorológica de alta precisão, adaptados às condições
específicas da Madeira”, que “podem ajudar a mitigar os impactos dos ventos
fortes”. Com estas tecnologias, prossegue “é possível prever e ajustar as
operações aeroportuárias com maior eficácia, evitando até 40% dos cancelamentos
actuais”, sublinhando que “este tipo de investimento teria um retorno garantido
ao reduzir as perdas financeiras acumuladas ao longo do ano”.

Outras das propostas passa pela “criação de acordos de
emergência com hotéis e transportadoras, assim como a disponibilização de
fundos de reserva para apoiar os passageiros, pode reduzir em até 60% o impacto
financeiro destes incidentes”, defendendo que “um plano bem estruturado pode
evitar a repetição do caos observado no aeroporto, protegendo os interesses da
população e dos turistas”.

Sobre a já referida construção de uma segunda pista ou de um
aeroporto alternativo, advoga o MPT que “estudos indicam que uma infraestrutura
adicional deste tipo pode reduzir os cancelamentos em até 70%, reforçando a
conectividade da ilha”, notando que “embora esta seja uma solução de maior
escala e custo, o retorno a longo prazo, com base nas perdas evitadas,
justifica plenamente o investimento”.

A quarta e última proposta defende “a introdução de
transportes marítimos rápidos, que possam servir de alternativa ao transporte
aéreo, pode atenuar o impacto das interrupções”, adiantando que “este tipo de
solução garantiria a manutenção da conectividade da ilha mesmo em momentos
críticos, preservando parte da actividade turística e comercial. “Estudos
apontam que esta medida poderia reduzir o impacto económico em até 25% durante
os períodos de crise no aeroporto”, complementa o comunicado do MPT.