O tempo quente está para ficar com tendência a agravar-se no
arquipélago da Madeira. Neste momento vigora um aviso amarelo devido à
persistência de valores elevados de temperatura máxima mas, a partir de sexta-feira, o calor vai intensificar-se e os níveis de alerta e de vigilância vão subir, sobretudo devido ao risco de incêndios.

Segundo avançou ao DIÁRIO Vitor Prior, director do
Observatório do Funchal do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os
termómetros deverão subir até aos 33 ºC a partir de sexta-feira, devendo
manter-se as temperaturas máximas nesta ordem até segunda-feira. As noites
serão tropicais, com os termómetros a não baixar dos 20 ºC nas áreas urbanas
localizadas no litoral.

As temperaturas máximas, nos dias 16, 17 e 18 (sexta-feira a domingo), poderão chegar a valores da ordem dos 33 ºC. Nas regiões costeiras, as temperaturas mínimas deverão variar entre 20 e 23 ºC e nas regiões montanhosas (Chão do Areeiro) entre 13 e 16 ºC"
— Vítor Prior, director do Observatório Meteorológico do Funchal do IPMA

Como tal, é muito provável que o IPMA actualize os avisos
meteorológicos nas próximas horas, elevando-os para laranja, o segundo mais
grave numa escala de quatro, devido à persistência de valores elevados de
temperatura máxima, entre sexta-feira e segunda, no caso, acima de 30 ºC.

A Região está a ser afectada por uma massa de ar tropical
quente e seca nesta região do Atlântico. “O estado do tempo no Arquipélago da
Madeira continuará, nos próximos oito dias, a ser condicionado por massa de ar
tropical, quente e seca, com temperaturas máximas a variarem entre 27 e 31 ºC
e, com alguma persistência, humidade relativa baixa (inferior a 30%), em
especial acima das cotas intermédias”, explicou Vítor Prior, ao DIÁRIO.

Na costa sul (associado a efeitos locais e ao vento de norte
ou nordeste, temporariamente moderado a forte (30 a 40 km/h), haverá rajadas
até 80 km/h, nos extremos leste e oeste e nas regiões montanhosas), acrescentou
o director do Observatório do IPMA.

Condições propícias ao risco de incêndio como o que lavra na encosta da Serra d' Água e que fazem elevar os
níveis de vigilância por parte de todos os agentes de Protecção Civil.

O Parque Ecológico do Funchal decidiu proibir a confecção de
alimentos ou uso de lume nas lareiras e zonas de lazer daquela área florestal devido
às altas temperaturas previstas.