O
encarregado do Núcleo das Comunidades do Juntos Pelo Povo (JPP), Marcos da
Silva, lança, a partir da Praça do Povo, no Funchal, um apelo ao Conselho
Nacional Eleitoral da Venezuela para que “aceite a derrota” de Nicolás Maduro e
“reconheça a vitória do candidato da oposição, Edmundo González Urritia”.

Marco da
Silva liderou um grupo de emigrantes e luso-descendentes residentes na Madeira
na concentração 'Uma Luz pela Venezuela' que se realizou este sábado, na Praça
do Povo, no Funchal, e mobilizou várias cidades da Europa e de Portugal pela
liberdade, a democracia e a esperança naquele país.

“Acende uma
luz, acende a esperança”; “ilumina o caminho para a liberdade”; “que toda a
Europa se ilumine de esperança pela Venezuela”, foram frases que impulsionaram
a concentração, num momento em que a Venezuela está mergulhada numa profunda
crise política, depois das eleições de 28 de julho em que a oposição reclama a
vitória para o candidato da Plataforma Democrática Unitária, Edmundo González
Urrutia, e contesta na rua a decisão do Conselho Nacional Eleitoral que
declarou a vitória de Nicolás Maduro.

Desde então
a contestação popular tem subido de tom, a maioria dos países vizinhos, EUA e
União Europeia não reconhecem a vitória de Maduro, a própria Conferência
Episcopal Venezuelana considera “ilegal” que “não seja reconhecida a vontade do
povo”, mas o líder venezuelano tem respondido a tudo isto com detenções, um
clima de medo e terror já denunciado pela líder da oposição, Maria Corina
Machado.

A enorme
comunidade de origem portuguesa tem vivido dias de profunda incerteza, as
concentrações e os apelos, a partir do exterior, para que “a fraude não vença a
democracia e a vontade do povo seja respeitada” vão alimentando a esperança dos
milhares de emigrantes madeirenses e luso-descendentes.

O coordenador do Núcleo das Comunidades do JPP é uma das
vozes que se levantam pela liberdade e democracia: “Desde a Ilha da Madeira,
faço um apelo ao Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela para que aceite a
derrota e reconheça o candidato eleito pelo povo venezuelano, Edmundo González
Urrutia”, exorta Marcos da Silva, para homenagear a coragem dos que lutam
diariamente nas ruas de Caracas: “Levantamos a voz pela liberdade na Venezuela
e em memória dos caídos acendemos estas velas, esta luz de esperança por uma
Venezuela livre e democrática.”

Marco da
Silva, um jovem luso-venezuelano a viver na Região, tem ajudado o JPP a
implementar o Núcleo das Comunidades do partido. O seu propósito é unir a
comunidade no objetivo comum de ajudar a derrotar a ditadura imposta por Maduro
ao povo venezuelano e contribuir para devolver a paz e a democracia à
Venezuela. “Como representante das comunidades agradeço ao secretário-geral do
JPP e líder parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira, Élvio Sousa, à
presidente do JPP e coordenadora do Núcleo das Comunidades Estrangeiras, Lina
Pereira, todo o apoio que me tem sido dado enquanto representante do JPP pelas
comunidades, sendo disso exemplo a nossa presença e união nesta vigília pela
liberdade da Venezuela.”