O Chega-Madeira manifesta-se solidário com a população do Campanário e
contesta o encerramento da Vereda do Calhau da Lapa, feito em Março de 2023,
pela Câmara Municipal da Ribeira Brava.
De acordo com o partido, esta decisão tem gerado uma onda de
protestos entre os habitantes daquela freguesia, pois trata-se da única via
pedonal de acesso ao calhau da Lapa, sendo também uma rota essencial para a
comunidade local, madeirenses em geral e visitantes.
O CHEGA mais aponta
para "possíveis suspeitas de interesses económicos por detrás da decisão de
encerramento" e deixa o assunto à consideração e atenção das entidades competentes.
"Este encerramento não só isola a comunidade e prejudica
o turismo, mas também parece ser movido por interesses económicos que visam
privatizar e desenvolver a área para benefício de poucos", afirmou Miguel Castro,
reforçando a necessidade de se considerar as vozes dos residentes que, segundo o
mesmo, foram ignoradas no processo de tomada de decisão.
Através de comunciado, o partido de extrema-madeira explica que a comunidade do Campanário tem insistido que a vereda é um
património natural, cultural, e de funcionamento vital e que medidas de
segurança poderiam ser implementadas sem necessidade de bloqueio total do
acesso.
"Os habitantes do Campanário exigem, e bem, ser
consultados e incluídos nas decisões que afetam diretamente as suas vidas e
tradições. Não podemos aceitar que o desenvolvimento económico seja feito às
custas da exclusão e prejuízo da nossa população", sublinha Miguel Castro.
Além de solicitar transparência, a comunidade pede a
exploração de alternativas que garantam a segurança dos utilizadores da vereda.
O líder parlamentar do CHEGA sugeriu que "em vez de simplesmente encerrar
a vereda, as autoridades devem investigar soluções de engenharia que
estabilizem a área e mantenham o acesso público."
