As autoridades policiais registaram 7.209 crimes na Região,
representando um aumento de 5,9% face ao ano anterior (6,8 mil), revela a
Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM).

Os ilícitos com maior importância relativamente ao total de
crimes registados foram os ‘crimes contra o património’ e ‘crimes contra
pessoas’ que apresentaram, em 2023, valores de 2,7 e 2,4 mil, respectivamente,
representando no seu conjunto 70,1% do total (70,5% em 2022). Comparativamente
a 2022, os ‘crimes contra o património’ aumentaram 6,7% e os ‘crimes contra
pessoas’, 3,7%.

Por município, os resultados indicam que mais de metade dos
crimes registados na RAM, em 2023, ocorreram no Funchal (3,8 mil crimes; 52,2%
do total), seguido dos municípios de Câmara de Lobos (939 crimes; 13,0%), Santa
Cruz (777 crimes; 10,8%) e Machico (463 crimes; 6,4%).

Em 2023, a taxa de criminalidade – que corresponde
ao rácio do número de crimes pela população residente (em milhares) – situou-se
em 28,1‰, superior à registada em 2022 (26,9‰). Note-se que esta taxa foi
substancialmente inferior à média nacional (35,0‰) e ao valor registado na
Região Autónoma dos Açores (40,6‰). Na Região, as taxas mais elevadas foram
observadas nos “crimes contra o património” (10,5‰) e nos “crimes contra a
integridade física” (6,2‰).

Ribeira Brava e Câmara de Lobos com taxas superiores à
média regional

Por município, a taxa mais baixa foi observada em Santana
(12,6‰) e a mais elevada no Porto Santo (51,8‰). Para além deste último
município, o Funchal (35,0‰), a Ribeira Brava (30,0‰) e Câmara de Lobos (28,6‰)
apresentaram taxas superiores à média regional.