Em média, na Madeira, uma renda de habitação social custa 77 euros, sendo no concelho de Santa Cruz que, em média, o preço destas rendas é mais alto, fixando-se nos 95 euros. Estes são dados do Inquérito à Caraterização da Habitação Social na Região Autónoma da
Madeira 2023, hoje divulgado pela Direcção Regional de Estatística.
Segundo esse documento, no que concerne à renda média mensal de habitação social, é na Calheta que se paga menos (33 euros), tendo neste momento 58 fogos arrendados. Abaixo da média regional encontram-se ainda os concelhos de São Vicente (47 euros), Santana (58 euros), Porto Moniz (66 euros), Machico (65 euros), Porto Santo (70 euros) e Câmara de Lobos (75 euros).
O concelho do Funchal é o que apresenta o preço médio semelhante à media da Região (77 euros). Na Ribeira Brava esse valor sobe para 92 euros, na Ponta do Sol é de 96 euros e então Santa Cruz com 95 euros é o concelho mais caro.
As receitas do parque de habitação social totalizaram, em 2023, 4.450 milhares de euros, com despesas associadas no valor de 10.828 milhares de euros. Por isso, o saldo entre receitas e despesas foi assim negativo, em 2023 (-6 379 milhares de euros), destacando-se o município do Funchal, com o maior saldo negativo (-4 385 milhares de euros), e o de Santana, com o maior saldo positivo (+40 milhares de euros).
O valor acumulado de rendas em dívida atingiu, em 2023, cerca de 11 milhões de euros, com destaque para o município do Funchal, que concentrou 43,5% das rendas em dívida em 2023.
