Foi lançada uma petição pública, que conta até ao momento com 4.390 assinaturas, para
que o lince do deserto, apreendido no início deste mês pela Guarda Nacional Republicana, seja restituído à sua tutora.
“Pedimos à justiça que a tutora volte a ter a
guarda do Bores que não vai sobreviver sem o ambiente que estava habituado e
sem a sua família”, apela nas redes sociais a Ajuda a Alimentar Cães.
A
associação refere que o animal foi retirado da sua família e do “ambiente
tranquilo onde viveu durante seis anos” e que, neste momento, encontra-se numa “jaula
pequena, fechada, completamente triste, estressado e depressivo”, acrescentando
que está num “espaço de diversão, cheio de barulho todos os dias. Ele não está
melhor do que estava. Está muito pior”.
Entende
que o lince, que se chama Bores, é um “autêntico gato” e, por ter sido
domesticado desde bebé, “não sabe viver noutro meio".
“Vive dentro de uma quinta
em liberdade e completamente segura, convive com outros animais e humanos desde
que nasceu, tem uma alimentação adequada à sua espécie, é acompanhado por
veterinários e está saudável”, dá conta.
Foi adquirido em bebé,
antes da consciência sobre o bem-estar animal. Foi um erro cometido de forma
inconsciente, sem má índole e sem qualquer tentativa de exploração há seis anos
atrás.
Sobre
o futuro do animal, esclarece que uma das opções é que este seja transportado para
um zoológico. “O Bores infelizmente não pode regressar à natureza porque jamais
sobreviveria. E a casa do Bores não é numa jaula nem num zoológico onde vai
sofrer stress, tédio e confinamento. Onde estará aprisionado para o
entretenimento dos humanos”, alerta a associação.
Reitera
a devolução do Bores, concordando que a tutora deve “prestar informações periódicas
sobre o estado de saúde dele e facilitar o acesso às autoridades de fiscalização
ao local onde ele vive para que seja sempre comprovado como está bem.
Concordamos sim que seja punida para servir de exemplo a outras pessoas”.
Temos acompanhado de perto a família deste animal que todos os dias sofre e
todos os dias o tem visitado e só o quer de volta.
“Pedimos sinceramente que antes de qualquer julgamento definitivo, este caso
seja compreendido e tomem a decisão a pensar no bem-estar deste animal que está
em grande sofrimento longe de quem o ama”, lê-se na publicação.
“O mal que lhe estão a causar é infinitamente
maior do que o suposto bem”, remata.

